Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Política

publicidade
POLÍTICA

Vice-presidente da Alesp é denunciado por ameaçar colocar 'cabresto' em deputada

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) aceitou a denúncia do Ministério Público Eleitoral contra o deputado estadual Wellington Moura (Republicanos) por violência de gênero contra a também deputada estadual Mônica Seixas (PSOL). A decisão foi unânime.

Em sessão plenária na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), no dia 18 de maio, o deputado afirmou que colocaria um "cabresto na boca" da colega. "Vou colocar um cabresto na sua boca", ameaçou Moura. A deputada reagiu: "Você não vai calar minha boca", ao que ele respondeu:"Vou sim".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

O juiz Afonso Celso da Silva, relator do processo, disse que a imunidade parlamentar não pode "legitimar, acobertar ou incentivar" atos de violência política e descriminação.

"Sabedor que a fala de que é incontroversa, portanto não há dúvida da autoria, me parece que pelo menos em tese, em uma análise própria deste momento, que não é uma análise aprofundada, mas é uma análise da viabilidade da ação penal, me parece que tenha sido cometido esse delito", defendeu. "Apesar do ato ter ocorrido nas dependências do Parlamento, a sua divulgação e os seus efeitos transbordam dos limites da Casa Legislativa."

O juiz Marcio Kayatt classificou como "deplorável" a conduta do deputado. "Parece que estamos vivendo no século passado ao ver um parlamentar usar as palavras que teve a petulância de usar. Nós temos que reconhecer a plena igualdade de gênero, de cor e dos demais bens tutelados por este dispositivo legal", defendeu.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público Eleitoral em junho. A procuradora Paula Bajer, que assina o documento, disse que o deputado "assediou, constrangeu e humilhou" a colega. A PGE também diz ele agiu com "menosprezo e discriminação à sua condição de mulher, com a finalidade de impedir e dificultar o desempenho de seu mandato eletivo".

O crime de violência política de gênero é recente: foi incluído na legislação eleitoral no ano passado. Esta foi a primeira denúncia feita pela Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo com base no dispositivo. A pena prevista é de um a quatro anos de reclusão.

Com a repercussão do caso, Moura se desculpou com a deputada e com "todas as pessoas que se sentiram ofendidas por qualquer excesso que cometi ao utilizar a expressão cabresto". O deputado, que é vice-presidente da Assembleia de São Paulo, disse que não teve a intenção de ser racista ou machista.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Política

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV