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Vejo a crise institucional de STF com o Master com muita tristeza, diz Haddad

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O ex-ministro da Fazenda e candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, disse nesta sexta-feira, 4, ver "com muita tristeza" a atual crise institucional envolvendo membros do Supremo Tribunal Federal (STF) em meio às investigações sobre o escândalo do Banco Master. "É muito ruim você ver pessoas de alta patente envolvidas nesse caso", disse o petista durante sabatina da rádio TMC de São Paulo, sem, no entanto, citar nomes.

Haddad defendeu que haja quebra de sigilo de toda a investigação da Polícia Federal sobre o escândalo, pontuando que o caso deve ser passado a limpo por completo e não "de maneira individual". "Ninguém de boa fé aguenta mais esse ambiente político. Você quer fazer o bem, quer trabalhar pela comunidade e fica esse ambiente que não faz o País andar", frisou.

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Na avaliação de Haddad, está claro que alguns indivíduos envolvidos no escândalo "saíram da linha" e precisam responder pelo que fizeram. "Mas, paralelamente havia um esquema mafioso do governo Bolsonaro com o Banco Master. Você tem pessoas que se desviaram do bom caminho, mas você tem um esquema mafioso de corrupção do governo anterior com o Banco Master. Isso precisa ser esclarecido pela Polícia Federal, em conjunto, e não como uma coisa individual", disse Haddad, citando a proximidade do ex- controlador do banco, Daniel Vorcaro, com ex-ministros do governo de Jair Bolsonaro; o financiamento às campanhas de Jair Bolsonaro e do atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), além do financiamento ao filme Dark Horse.

Questionado sobre a delação de Vorcaro, em que ele teria dito que o financiamento às campanhas de Tarcísio e Jair Bolsonaro teriam sido parte do pagamento de propinas, Haddad disse que não teve acesso aos autos do processo e que não iria comentar o assunto, mas que está clara a proximidade de Vorcaro com a família Bolsonaro e seus apoiadores. "O que eu posso dizer com segurança e que não é coincidência tanta gente do Bolsonaro estar envolvida com o Vorcaro, não é coincidência. Uma coisa é um juiz que saiu da linha, é um deputado que saiu da linha, outra coisa é um esquema todo ele montado em torno de poder e dinheiro", pontuou.

Autonomia da PF

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Em seguida, Haddad voltou a defender a autonomia da PF para investigar o caso e a quebra total do sigilo das apurações. "Tem que deixar a Polícia Federal trabalhar com autonomia, investigando juiz, ministro, deputado, senador, quem quer que seja. Temos que acabar com o sigilo das investigações. Por que mantém o Dark Horse sob sigilo? Por que se mantém determinados inquéritos sob sigilo?", questionou Haddad. "A população precisa saber de tudo o que está acontecendo para ela formar o seu juízo, ainda que parcial, diante da iminência da eleição para presidente. Eu sou a favor de passar a limpo esse País".

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