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Uczai pede à PF inquérito sobre produtora de Dark Horse por desvio de recursos

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O líder do PT na Câmara dos Deputados, Pedro Uczai (SC), apresentou à Polícia Federal um pedido de instauração de inquérito policial contra Karina Ferreira da Gama, sócia-administradora da empresa Go Up Entertainment, envolvida na produção do filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O petista pede a investigação sobre "possível esquema interestadual de desvio de recursos públicos e parafiscais de interesse federal, superfaturamento, falsidade documental, utilização de empresas de fachada, lavagem de dinheiro e associação criminosa envolvendo o Instituto Conhecer Brasil (ICB)", pessoa jurídica presidida por Gama.

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O líder do PT menciona reportagem do site The Intercept Brasil da segunda-feira, 8, que diz que o ICB teria atuado como entidade de fachada para drenar recursos do Sistema S, segundo auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU).

O portal diz que, entre 2017 e 2018, o Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria (CN-Sesi) repassou cerca de R$ 11 milhões para a organização, para realizar a Feira da Cidadania em sete estados brasileiros, além da Fórmula Truck Kids, no Distrito Federal, e que ao menos R$ 2,4 milhões foram superfaturados. A reportagem do Intercept disse não ter sido respondida por Gama.

O Estadão também mostrou em 1º de junho que a organização não governamental (ONG) da produtora está sendo cobrada pela Justiça para devolver R$ 1,3 milhão de um patrocínio executado irregularmente em 2017, em ação movida pelo CN-Sesi. O ICB também não comentou o caso.

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"Os fatos narrados podem se amoldar, em tese, a crimes contra o patrimônio público ou parafiscal, especialmente se confirmada a obtenção de vantagem ilícita mediante fraude, superfaturamento, notas falsas, entregas fictícias e prestação de contas simulada", diz a peça apresentada por Uczai.

"Também deve ser investigada a possível prática de peculato-desvio ou apropriação de recursos públicos por particulares em concurso com agentes responsáveis pela liberação, fiscalização ou aprovação dos repasses", acrescenta. A notícia de fato aponta ainda necessidade de apurar cometimento de falsidade ideológica.

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