Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Política
publicidade
POLÍTICA

TSE estuda impedir suspeitos de ligação com organizações criminosas de disputarem eleições

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

A cinco dias das eleições, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estuda fixar um critério rígido para impedir candidatos suspeitos de terem ligação com organizações criminosas de concorrerem às eleições. O debate sobre o tema deve ser iniciado na sessão desta terça-feira, 29.

A Lei da Ficha Limpa impede candidatos condenados por um colegiado de disputarem votos nas urnas. No caso de políticos ligados a organizações criminosas, ministros do TSE estudam a possibilidade de impedir a concessão de registro de candidatura antes disso. Um caminho é impedir esses políticos de concorrerem a partir da aceitação da denúncia pela Justiça - ou seja, antes mesmo de haver condenação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Na sessão desta terça-feira, o plenário vai examinar um critério técnico para destravar o julgamento desses processos. Será definido que tipo de recurso será aceito pelo tribunal para analisar candidaturas nessa situação.

A partir dessa decisão, ministros poderão julgar individualmente processos que já chegaram à Corte sobre o assunto. Segundo levantamento da semana passada feito pelo próprio TSE, chegaram recursos de oito candidatos do Rio de Janeiro, um da Paraíba e um do Ceará que tiveram os registros negados pelos Tribunais Regionais Eleitorais, diante de indícios de que mantinham ligação com organizações criminosas.

As investigações criminais costumam começar na fase de inquérito. A partir dos indícios obtidos, o Ministério Público opta por oferecer ou não denúncia contra o investigado à Justiça. Se o juiz ou o tribunal receber a denúncia, o caso é transformado em ação penal e o suspeito, em réu. Inicia-se então outra fase investigativa, com nova colheita de provas. Somente ao final desse procedimento o réu é julgado culpado ou inocente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A expectativa é que o critério para tratamento desses candidatos seja definido muito perto do primeiro turno, ou entre o primeiro e o segundo turno. Isso porque o plenário só vai se debruçar sobre a tese geral quando for julgar um dos casos decididos individualmente pelos ministros.

Em caráter reservado, integrantes do TSE apostam que saia vitoriosa a tese de impedir as candidaturas de réus por ligação a organização criminosa, mesmo sem condenação judicial.

Para ministros do tribunal, se o registro for negado a partir do aparecimento de indícios contra o candidato, antes do recebimento da denúncia pela Justiça, existiria o risco de haver uso político nas impugnações por parte de adversários locais. O critério do recebimento da denúncia, portanto, contaria com o aval do Judiciário de que os indícios são fortes o suficiente para justificar abertura de ação penal contra o suspeito.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se o TSE definir esse critério depois do primeiro turno e o registro obtido por um candidato for anulado depois, os votos registrados para ele nas urnas serão anulados. A decisão a ser tomada no plenário do tribunal servirá de parâmetro para o julgamento de outros casos semelhantes pela Justiça Eleitoral de todo o País.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Política

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV