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TRE do Rio aprova pedido de auxílio de forças federais para segurança durante eleições

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O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) aprovou por unanimidade nesta quinta-feira, 9, pedido de envio da Força Federal para reforçar a segurança das eleições gerais de outubro no Estado. A solicitação será encaminhada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável por decidir sobre a requisição do efetivo.

Ao votar pela medida, o presidente do tribunal, desembargador Claudio de Mello Tavares, afirmou que o reforço é necessário diante da atuação de organizações criminosas em áreas do Estado, em uma situação de segurança pública que ele classificou como "peculiaríssima".

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"Não se trata de risco difuso ou pontual de tumulto, mas de fenômeno estrutural: o controle territorial armado exercido de modo ostensivo e continuado por organizações criminosas", disse.

Na avaliação dele, o domínio dessas áreas compromete o exercício livre do voto. "Quando o cidadão caminha até a urna sob a vigília de criminosos que dominam a comunidade, a sua liberdade não é plena, a coação difusa ainda que silenciosa contamina a formação e manifestação da vontade pública e vulnera a lisura do pleito", disse.

O desembargador destacou que o Rio recebe apoio do governo federal para as eleições desde 2012, o que, afirma, demonstra a eficácia da medida. Segundo o TRE-RJ, o governador interino Ricardo Couto manifestou apoio ao pedido de reforço federal.

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De acordo com o Código Eleitoral, é o TSE que faz a requisição formal ao Ministério da Defesa para o uso de agentes de segurança federais na garantia da votação e da apuração dos votos. Depois dessa etapa, a Justiça Eleitoral do Rio pode definir, em conjunto com o comando da operação, os detalhes da atuação do efetivo.

Na terça-feira, 7, o presidente do TRE-RJ instalou o Gabinete Extraordinário de Segurança Institucional (Gaesi), que reúne representantes das forças de segurança municipal, estadual e federal e atuará no pleito.

Entre outras iniciativas do tribunal para combater a influência do crime organizado no processo eleitoral, estão a substituição de locais de votação em áreas de alto risco e o compartilhamento de dados de inteligência para barrar o registro de candidaturas com vínculos com facções.

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