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Simone Tebet diz que ausência de candidatos em debate é ‘covardia’

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A candidata à Presidência da República Simone Tebet (MDB) acredita que candidatos que se recusam a ir a debates são covardes. Na sabatina do Estadão, os presidenciáveis Jair Bolsonaro (PL), que tenta a reeleição, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) faltaram. Lula disse nesta sexta-feira que não irá ao debate deste sábado, 24, que reúne o Estadão/Rádio Eldorado, Veja, Terra, CNN, SBT e NovaBrasilFM. Bolsonaro confirmou a presença.

Para ela, a recusa de participar do encontro é não querer discutir os desafios que existem no País para o próximo presidente. "Espero que todos compareçam, porque a covardia nesse momento de um Brasil com tantas complexidades, tantos problemas, não pode ter uma cadeira vazia. Se não tem coragem de ir num debate para debater e falar com com os brasileiros que coragem vai ter pra resolver os problemas sérios do Brasil hoje como a fome, a miséria, a desigualdade social, o desemprego e a falta de políticas públicas que incluam a todos?", questiona Tebet, durante visita ao centro de treinamento paraolímpico, em São Paulo, nesta sexta-feira, 23.

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A declaração de Simone foi dada antes da confirmação da presença de Bolsonaro no debate e da indicativa de Lula de que não irá.

Os debates são o momento de os eleitores conhecerem verdadeiramente os candidatos, segundo Tebet. "O debate é a essência da democracia no processo eleitoral. É quando as máscaras caem, quando não tem maquiagem, publicitário, marqueteiro. É você e a tela de uma televisão pedindo autorização pra entrar na casa de milhões de brasileiros. Ali é a verdade que prevalece. O eleitor tem a sensibilidade de sentir pelo tom de voz se o candidato está falando aquilo que acredita, se as propostas são factíveis e se ele efetivamente é compromissado", defende.

Acompanhada de sua candidata à vice-presidente, a senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP), Tebet descartou a especulação de um convite do PT para ela assumir um Ministério. "Não fui abordada sobre isso, porque eles sabem qual é a resposta", diz. Ela também deixa a entender que, mesmo convidada, não aceitaria. "Eles não são loucos de fazê-lo e me conhecem. Sabem que não estamos aqui por cargos, estamos aqui por um propósito, que é nos apresentarmos como melhor alternativa para o Brasil", declara.

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A senadora minimizou o voto útil, que tem sido defendido por eleitores nas redes sociais. "A única coisa que as pesquisas mostram nesses trinta dias de eleição é que o voto útil não está tendo efeito nenhum. O cidadão brasileiro é dono do seu voto e ele se sente desprestigiado quando alguém diz vamos garantir logo no primeiro turno. Como se a eleição e os problema do Brasil acabassem dia 2 de outubro, ao contrário", comenta.

Simone Tebet comemorou o avanço nas pesquisas de intenção de voto. Ela saiu de 1% para 5% entre 23 de junho e a última pesquisa Datafolha, que saiu nesta quinta-feira, 22. "Estou muito feliz com a caminhada. Éramos desconhecidas por 70% do eleitorado brasileiro. Em menos de 30 dias, houve o processo inverso. Hoje, somos as menos rejeitadas. Isso mostra que a população quer equilíbrio, diálogo, olho no olho, transparência". Ela condena ainda o fato de essa eleição ser "uma eleição do medo", na qual o eleitor está tendo que optar pelo candidato "menos pior".

Propostas

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A candidata ao Palácio do Planalto também comentou sobre suas propostas para tornar o Brasil mais inclusivo, se eleita. Ela pretende dar benefícios fiscais para empresas que contratarem mais pessoas com deficiência em seu quadro de funcionários. "É mais do que exigir que a lei seja cumprida, é dar estímulo para o setor de bens, serviços, indústrias e comércio para que eles possam, com isenções tributárias, contratar mais. Não queremos apenas que o setor produtivo contrate as pessoas com deficiência no limite da lei, queremos ultrapassar", promete Simone.

A senadora também criticou a falta de compromisso do atual governo Bolsonaro nesse tema. "Esse é um governo insensível, que não olha pras pessoas. É um governo que acha que o Brasil tem que ser de meia dúzia, que o Brasil tem que ser elitizado, com pessoas de características muito específicas. É um governo que virou as costas no momento que o Brasil mais precisou. Estamos prontos para fazer exatamente o contrário", diz.

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