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Senador do PL diz que Caetano Veloso pegou em armas na ditadura e Otto corrige: Só no violão

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Durante a sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado nesta quarta-feira, 29, o senador Marcio Bittar (PL-AC) disse que o cantor Caetano Veloso pegou em armas durante a ditadura militar. A declaração foi logo em seguida corrigida pelo senador Otto Alencar (PSD-BA): "Caetano nunca pegou em armas, só pegou a vida inteira no violão".

"Fernando Gabeira, até o Caetano Veloso, em um momento de lucidez admitiram isso, os dois disseram isso: 'Nós não lutávamos pela democracia, lutávamos pela implantação da ditadura do proletariado'. E em nome disso pegaram em armas. Foram para a guerrilha urbana e rural. Mataram pessoas, fizeram justiçamento, e todas foram perdoadas e anistiadas em 1979", disse Bittar durante sua fala na sabatina. O senador, juntamente com os demais colegas do Partido Liberal, votaram contra a indicação de Jorge Messias.

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Em seu perfil no X (antigo Twitter), Caetano Veloso agradeceu a Otto Alencar, presidente da CCJ do Senado, por ter corrigido a fala de Bittar. O artista foi preso em 1968, durante a ditadura militar, sob acusação de "subversão e incitamento à desordem", em razão de sua atuação artística, sem qualquer menção a uso de armas ou participação em guerrilha.

"Meu agradecimento ao senador Otto Alencar por restabelecer a verdade e desfazer mais uma FAKE NEWS repetida com tanta convicção. Tenho horror a armas! Como bem foi dito, me muno apenas do violão, da palavra e da canção. Abraçaço", escreveu Caetano.

Ao final da sabatina, Bittar tocou no assunto novamente, negando ter repassado informações falsas sobre Caetano Veloso. O senador tomou a palavra para dizer que a fala estava gravada e que ele não cometeu "fake news".

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Após 8 horas de sabatina, a CCJ aprovou a indicação de Jorge Messias indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva(PT), para a vaga aberta noSupremo Tribunal Federal (STF). Foram 16 votos favoráveis e 11 contrários ao nome dele. A análise vai ao plenário do Senado. São necessários 41 votos favoráveis dos 81 senadores.

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