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Sem citar Moraes, Tarcísio cobra STF e cita 'amplo apoio popular' a Mendonça

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O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta segunda-feira, 7, que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça conta hoje com "amplo apoio popular" e disse esperar que a Corte se una para apurar os fatos que culminaram numa crise sem precedentes, em vez de "se dividir para se proteger".

A declaração foi dada em entrevista à imprensa após encontro com obreiros da Igreja Mundial do Poder de Deus, no Brás, em São Paulo. Questionado sobre pedidos feitos por igrejas em apoio a Mendonça, Tarcísio afirmou que o movimento reflete uma "indignação" da população.

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"De certa forma, o André Mendonça surge contra isso e por isso ele tem contado com as orações e com a solidariedade. Então é uma pessoa que hoje conta com um amplo apoio popular", afirmou o governador.

Na terça-feira passada, 1.º de setembro, o Estadão revelou trocas de mensagens entre o ministro do STF Alexandre de Moraes e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. Naquela tarde, Mendonça derrubou o sigilo do caso.

Sem citar o nome de Moraes, Tarcísio disse que as instituições precisam rever sua atuação e cobrou apuração por parte do Supremo. "O que você espera do Supremo depois de uma situação dessa? Não que o Supremo se divida para se proteger. A gente espera que o Supremo se una para apurar", declarou.

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Segundo ele, a recuperação da credibilidade das instituições depende de transparência e responsabilização. "A credibilidade não volta no silêncio e nem no corporativismo. Ela volta na transparência, ela volta na apuração, ela volta na responsabilização", afirmou.

Ao ser questionado sobre manifestações de apoio a Mendonça previstas para este 7 de Setembro, Tarcísio disse que elas expressam insatisfação com o funcionamento das instituições. "Quando as pessoas estão manifestando o apoio ao André Mendonça, elas estão dizendo: 'Chega, não aguento mais, a gente quer realmente um movimento de apuração, a gente quer que isso seja passado a limpo'", disse.

Tarcísio afirmou ainda que "ninguém" pode estar acima da Constituição ou das leis. "A lei tem de alcançar banqueiro, tem de alcançar ministro do Supremo, tem de alcançar senador, tem de alcançar governador, tem de alcançar presidente da República. A lei é para todos", declarou.

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O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, e o candidato ao senado em São Paulo pelo PP, Guilherme Derrite, também estiveram no encontro na Igreja Mundial do Poder de Deus.

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