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Sargento do Exército é parado em blitz com arma de Jair Bolsonaro

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O sargento Estácio Leite da Silva Filho foi parado em uma blitz em Brasília nesta segunda-feira, 15, com uma arma de fogo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar.

Ao ser abordado, o sargento alegou que estava levando o equipamento para "reparos". A ocorrência foi comunicada ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que pediu esclarecimentos à defesa do ex-presidente e à equipe responsável pelas revistas de acesso à residência de Bolsonaro.

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O militar faz parte da equipe de segurança que acompanha Bolsonaro após o mandato presidencial. Todos os ex-ocupantes do cargo têm direito a esse assessoramento.

Estácio é natural de Paranaguá, no interior do Paraná. Durante a adolescência, trabalhou como entregador de jornais e office boy. Iniciou a carreira militar em 1992. Durante os anos que serviu no Exército, participou de missões de paz no Timor-Leste, em 1999, e no Haiti, em 2014.

Em 2022, trabalhou na segurança de Jair Bolsonaro. Em dezembro daquele ano, foi nomeado assistente técnico da equipe que acompanharia o ex-presidente após o fim do mandato. Estácio acompanhou o ex-presidente nas viagens aos Estados Unidos em janeiro e março de 2023.

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Em março deste ano, quando Bolsonaro estava preso na "Papudinha", Moraes autorizou a entrada de Estácio e mais dois três assessores no local. Segundo o pedido formulado ao relator, eles seriam responsáveis pela entrega de "alimentação especial" a Bolsonaro.

No mês seguinte, quando Bolsonaro já estava em prisão domiciliar, Moraes autorizou a entrada de Estácio na residência do ex-presidente.

O sargento dirigia um veículo oficial da Presidência da República quando foi parado pela blitz. Durante a abordagem, o sargento alegou ser membro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). O órgão, por outro lado, desmente a informação.

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