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Ruas (PL) defende teto de gastos para o Rio e promete gabinete contra crime organizado

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Depois de o Estado do Rio de Janeiro aderir em junho ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) e, com isso, deixar o Regime de Recuperação Fiscal (RRF), no qual estava desde 2022, o candidato ao governo fluminense pelo PL, Douglas Ruas, defendeu nesta sexta-feira, 11, um "considerável corte de gastos" na máquina pública.

Ao participar do evento "Rio de Futuro - discussões sobre o Rio que queremos", organizado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Ruas defendeu a instituição de um teto de gastos para manter a situação fiscal equilibrada e abrir espaço para investimentos.

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Ruas sustentou que, apesar de a receita do Estado do Rio de Janeiro ter aumentado 21% nos últimos cinco anos, as despesas cresceram acima desse ritmo, o que resultou em déficit fiscal no período. "Quem tem que gerar emprego é o setor privado; o setor público é responsável pelos investimentos em segurança", disse. "Segurança é o eixo central do nosso plano de governo."

No enfrentamento ao crime organizado - que representa uma perda de R$ 31 bilhões por ano para as empresas, segundo a Firjan -, Ruas defendeu uma mudança de rumo na política pública. "Haverá a criação de um gabinete permanente, junto com a União, com a Polícia Federal e com as Forças Armadas. É política de Estado, não política de governo, para que a gente possa ter uma atuação coordenada e impedir que armas e drogas cheguem às nossas cidades fluminenses", sustentou.

Em sua avaliação, nos últimos 17 anos o Estado do Rio tem olhado "apenas para os sintomas da criminalidade", o que levou à expansão do domínio territorial de facções criminosas, que exploram economicamente moradores dessas localidades e também o empresariado. Ele ainda afirmou que nunca usará "bonezinho do CPX na cabeça". "CPX" é uma abreviação de "complexo", usada para identificar conjuntos de favelas.

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A sigla ganhou destaque ao aparecer estampada em um boné usado pelo então candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante um ato de campanha no Complexo do Alemão, na zona norte da cidade, nas eleições de 2022.

Durante o encontro, o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, entregou ao candidato o documento "Propostas Firjan para um Rio de Futuro", um conjunto de 45 proposições com caminhos e prioridades para o desenvolvimento do Estado até 2030. "Temos entraves estruturais que custam às empresas quase R$ 275 bilhões por ano, o equivalente a 20% do PIB fluminense", disse Caetano.

Entre as pautas consideradas prioritárias para os 100 primeiros dias do próximo governador, a Firjan defende a modernização do licenciamento ambiental, a concessão de rodovias estaduais, a recuperação dos distritos industriais e o apoio do governo estadual, junto ao governo federal, para a licitação da EF-118. Segundo a entidade, esses pontos representam entraves de R$ 40 bilhões.

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Ruas se comprometeu com a instalação de escritórios de desenvolvimento regional, com um balcão único de serviços voltados ao empresariado. "Esse balcão terá autonomia para licenciar atividades de alto impacto. É inadmissível que quem mora no Sul Fluminense tenha que vir à capital até o Instituto Estadual do Ambiente (Inea)", afirmou.

Pesquisa Quaest divulgada na terça-feira mostra Eduardo Paes (PSD) com 39% das intenções de voto e Douglas Ruas com 18%. Na pesquisa espontânea, Paes aparece com 22% e Ruas com 9%.

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