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Requião ataca privatizações de Ratinho Jr. e vê direita enfraquecida no Paraná

Pré-candidato a deputado federal analisa que escândalo ligando o senador Flávio Bolsonaro ao empresário Vorcaro deve impactar candidaturas do PL no PR

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O ex-governador do Paraná e pré-candidato a deputado federal, Roberto Requião (PDT), fez duras críticas à atual gestão do governador Ratinho Junior (PSD), com foco principal nas privatizações de estatais e nas políticas fiscais do estado. Em entrevista concedida em Apucarana (PR), onde participa de um encontro entre lideranças políticas, o pedetista também avaliou o cenário eleitoral e afirmou que o recente escândalo ligando o senador Flávio Bolsonaro (PL) ao empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, deve impactar negativamente e de forma definitiva as candidaturas da direita no Paraná, atingindo diretamente aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e do senador Sérgio Moro (PL).

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- LEIA MAIS: Moro se pronuncia sobre dinheiro de Vorcaro, defende Flávio e ataca o PT

De acordo com Requião, o modelo de liberalismo econômico aplicado na atual gestão estadual repete erros já vistos internacionalmente em países europeus. Ele condenou de forma contundente a venda de empresas públicas e o atual modelo de concessão de rodovias. "O Ratinho vendeu a Copel, a Sanepar já está praticamente dois terços vendida, pedágio com preços absurdos, sem necessidade nenhuma do Estado fazer isso", disparou o ex-governador.

No âmbito nacional, Requião avalia o peso das recentes denúncias financeiras na disputa eleitoral. Para ele, a gravação envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e Vorcaro altera todo o cenário político. "Eu acho que liquidou a candidatura do Bolsonaro. E liquidou com o Sérgio Moro também. Porque são parceiros, é a mesma coisa", afirmou. O ex-governador acusou Moro de ser conivente com a privatização de estatais.

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A política tributária paranaense também foi alvo de questionamentos. Requião apontou uma grave disparidade no tratamento dado ao setor produtivo, alegando que o Estado concede bilhões em descontos para grandes corporações, mas penaliza os pequenos empresários, que são os maiores geradores de empregos. Ele defendeu a isenção de impostos para micro e pequenas empresas, afirmando que a atual estrutura econômica transformou a população em "objetos" escravizados pelo capital financeiro e pelos juros abusivos.

Ao justificar sua permanência na política e a busca por uma cadeira na Câmara dos Deputados, o ex-governador resgatou marcos de seus mandatos no Executivo estadual, como a tarifa social de energia e os investimentos na formação contínua e valorização dos professores. Ao lamentar a descontinuidade de suas políticas para a educação, ele destacou que a remuneração digna é essencial para o ensino. "Porque um professor ganhando mal, não conseguindo manter sua casa, sua família, não vai nunca transformar um aluno. Ele vai ser um cara irritado na sala de aula. Eu acabei com isso. Mas eu saí do governo e isso tudo alterou", declarou, reforçando que essas pautas endossam agora a pré-candidatura de seu filho, Requião Filho, ao governo do Paraná.

Em contrapartida, ele criticou a atual gestão da segurança pública, afirmando que o estado possui o menor contingente policial das últimas três décadas e prioriza a compra de viaturas luxuosas "para pôr na televisão", em vez de investir no efetivo. "Governo tem que ser para o povo, para as pessoas. E não é. É um negócio entre pessoas muito ricas", concluiu Requião.

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