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Presidente do PT se encontra com Josué Gomes para discutir candidatura em MG

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A quatro meses do primeiro turno das eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está sem palanque em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do País. Após o senador Rodrigo Pacheco (PSB) reafirmar que pretende encerrar a participação na vida pública, o presidente do PT, Edinho Silva (PT), se encontra nesta terça-feira, 26, com Josué Gomes (PSB) para discutir uma candidatura do empresário ao governo mineiro.

A informação foi publicada pelo jornal O Globo e confirmada pela assessoria de Edinho ao Estadão. O horário do encontro não foi divulgado. Procurado, Josué Gomes, que é ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), não retornou aos contatos da reportagem.

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"Estou indo conversar com o Josué lá em Brasília para construir a candidatura ao governo de Minas Gerais. As eleições serão definidas em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais", disse Edinho mais cedo nesta terça-feira, segundo o jornal.

"Já tive reunião com o senador Pacheco, o presidente Lula não esteve com ele, mas eu estive lá e ele deixou claro que não é candidato. Agora nós vamos dialogar com outras lideranças e também, claro, com a direção do PT em Minas e com as nossas bancadas", acrescentou o presidente do PT na mesma entrevista.

Edinho, que já havia dito em uma entrevista na semana passada que Pacheco não seria candidato, comunicou oficialmente a decisão do senador em uma reunião com dirigentes e deputados do PT mineiro no final da tarde de segunda-feira, 25.

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Após essa primeira reunião, Pacheco se reuniu com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e reafirmou que mantém a intenção de deixar a vida pública ao final deste ano, quando se encerra seu mandato como senador. Ele já havia manifestado essa intenção no final do ano passado.

Mesmo assim, Lula fez uma série de gestos a Pacheco e deu declarações de que queria o senador como candidato a governador de Minas. Pacheco nunca disse que seria candidato, mas tampouco negava a possibilidade.

Nos últimos dias, mesmo após a declaração de Edinho descartando a candidatura de Pacheco, aliados do senador e integrantes do PT mineiro ainda mantinham esperanças de que Lula poderia convencer Pacheco a mudar de ideia em uma conversa privada. Até o momento, o encontro não ocorreu e petistas já não sabem mais dizer se sequer ocorrerá.

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Filho do ex-vice-presidente José Alencar, Josué Gomes disputou a última eleição em 2014, quando teve 40% dos votos e ficou em segundo lugar na disputa por uma vaga ao Senado por Minas Gerais. Ele comanda a Coteminas, grupo têxtil que entrou em recuperação judicial no início do mês com dívidas de R$ 2 bilhões.

Além dele, o PT considera outros nomes para assumir a cabeça de chapa. Ex-prefeita de Contagem e pré-candidata ao Senado, Marília Campos (PT) defende que o partido converse com o ex-vereador de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB), que tem dado sinais de aproximação com o grupo.

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Ele começou a carreira política filiado ao PSDB e fazia oposição ao PT na década passada, mas nos últimos anos adotou posições progressistas e agora afirma estar disposto a uma aliança com Lula. Azevedo ficou em quarto lugar na última eleição para prefeito de Belo Horizonte, com 10% dos votos.

"O PT teve uma espera prolongada e essa tolerância deveria se estender a todos aqueles que se colocam como pré-candidatos, inclusive ao Gabriel", disse Marília ao Estadão.

Uma ala do PT coloca Marília como alternativa para encabeçar a chapa ao Executivo. "Hoje eu sou o melhor o nome para a disputa do Senado. Enquanto eu for o melhor nome, esse é o caminho que eu seguirei. Não existe possibilidade de eu ser candidata ao governo do Estado. Ou sou candidata ao Senado ou não estarei no processo eleitoral", afirmou ela.

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Outra opção é o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT). Ele foi o candidato de Lula a governador em 2022, mas se distanciou do petista após o pleito.

O PT retomou as pontes com Kalil nos últimos meses, mas os contatos cessaram depois que ficou clara a preferência de Lula por Pacheco.

Segundo aliados, Kalil estaria disposto a restabelecer a aliança, mas o PT não havia feito novos contatos até a última semana, quando o recuo de Pacheco já era iminente. A O Globo, Edinho disse que estava tentando marcar uma reunião com o ex-prefeito da capital mineira.

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Além de Josué e Kalil, também corre por fora o ex-procurador-geral de Justiça, Jarbas Soares. Próximo de Pacheco, ele deixou o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e se filiou ao PSB em abril.

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