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Presidente deve priorizar investimento em educação e saúde, diz pesquisa da CNI

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Investimentos nas áreas de Educação e Saúde devem ser as principais prioridades do presidente eleito neste ano, na avaliação dos empresários ouvidos pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). As duas áreas aparecem inclusive à frente da promoção do crescimento econômico e da redução de impostos, temas sempre caros ao setor produtivo.

Realizada pelo Instituto FSB Pesquisa com 1.001 executivos da indústria em agosto, a pesquisa mostra que 34% deles colocam a Educação entre as duas primeiras prioridades do novo governo, enquanto 26% citam a Saúde no topo desse ranking para os próximos quatro anos. Na sequência, aparece a Economia com o crescimento da atividade (20%), redução de impostos (14%) e geração de empregos (12%).

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A Segurança Pública - tema que já dominou debates eleitorais no passado - aparece apenas em oitavo lugar nessa lista, atrás de apoio aos empresários e da reforma tributária. Melhorar a infraestrutura e combater a inflação completam o top 10 das prioridades listadas pelos executivos industriais, deixando o combate à corrupção apenas na 11º colocação.

Quando a pergunta é especificamente sobre o que deve ser feito especificamente para o setor empresarial, a redução dos impostos lidera as respostas com 41%, seguida de longe pela reforma tributária no mesmo sentido, com 23%. Na sequência, aparecem a criação de linhas de crédito facilitadas (17%), redução dos juros (8%) e desburocratização (7%).

"O complexo e oneroso sistema de cobrança de impostos do País inibe a produção de todos os setores econômicos e dificulta a geração de empregos e de renda para os brasileiros. A Reforma Tributária é fundamental para acelerar o ritmo de crescimento da economia e, por isso, deve ser uma prioridade para o próximo governo", avaliou o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

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A escolha das prioridades para o próximo governo está diretamente ligada à percepção sobre o governo atual. Para os empresários consultados pela CNI, Educação (22%) e Saúde (21%) foram as áreas que mais pioraram nos últimos quatro anos, seguidas pela inflação (9%), Segurança (7%) e Economia (6%). Já as áreas com maior percepção de melhora no período foram Agricultura (16%), Infraestrutura (12%), Economia (12%) e combate à corrupção (10%).

A pesquisa mostra que 71% dos executivos estão otimistas com o futuro do Brasil, sendo que 10% deles se consideram muito otimistas. Para 69% dos entrevistados, a economia brasileira vai melhorar nos próximos quatro anos, e 28% deles acham que vai melhorar muito.

Já as expectativas para o futuro da indústria são ainda melhores, com 77% de otimismo e, dentro desse grupo, 10% de muito otimistas. Para o futuro da própria empresa, 87% dos entrevistados estão otimistas, sendo 18% deles muito otimistas.

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