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Polícia indicia acusado de matar duas pessoas que comemoravam vitória de Lula

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A Polícia Civil de Minas Gerais indiciou por homicídio qualificado, tentado e consumado Ruan Nilton da Luz, de 36 anos, acusado de atirar e matar um jovem de 28 anos e uma garota de 12 anos, que comemoravam a vitória do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no dia 31 de outubro, no bairro Nova Cintra, em Belo Horizonte.

A defesa do acusado afirmou para a polícia que Luz teve um surto psicótico na ação, e que o fato não teria conotação política. A Polícia Civil, por sua vez, não comentou se haveria motivação política na ação de Luz, que foi preso em flagrante, momentos após o atentado.

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"A Polícia Civil representou pela manutenção da prisão preventiva do investigado perante o Poder Judiciário. O procedimento investigativo foi concluído e remetido à justiça, em 30 de novembro, para as medidas legais cabíveis", afirmou a corporação por meio de nota.

O acusado disse à polícia que passou o dia todo bebendo e, depois do término das eleições, resolveu sair em "busca de traficantes" que segundo ele teriam o costume de ficar em um beco da região. Ele afirmou ainda que, ao sair de casa, viu as pessoas na rua e atirou aleatoriamente, atingindo uma mulher de 47 anos e outra de 40 anos. As vítimas foram encaminhadas para uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento).

Após os tiros, ele correu pelo beco chegando a uma avenida próxima, quando avistou uma garagem com pessoas comemorando e festejando a vitória do petista. Assim, ele disparou novamente contra as pessoas que estavam no local.

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Os tiros atingiram Pedro Henrique Dias Soares, de 28 anos, que morreu na hora, e Luana Rafaela Oliveira Barcelos, de 12 anos, que morreu quatro dias depois, além de uma mulher de 47 anos, que ficou ferida.

Durante a ação criminosa, a polícia apreendeu duas armas de fogo, uma pistola calibre 9 mm e outra com calibre 380, além de cartuchos de munição e uma faca, com Luz. Ele acabou confessando que teria outra arma em casa. A polícia foi até o local, encontrou outra arma de fogo e mais 500 munições.

COM A PALAVRA, A DEFESA

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O Estadão não localizou a defesa do acusado nesta quarta-feira (21) para comentar o seu indiciamento. O espaço está aberto para manifestações.

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