Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Política
publicidade
POLÍTICA

Polarização entre Lula e Bolsonaro prejudicará economia em 2022, diz Moro

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O pré-candidato à Presidência da República Sergio Moro (Podemos) classificou o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como duas alternativas eleitorais "muito ruins" e que podem agravar o cenário econômico do País neste ano. Segundo ele, a polarização do pleito presidencial entre os dois, algo que se desenha nas pesquisas de intenção de voto, pode fazer o mercado perder a confiança na recuperação do crescimento, o que aprofundará ainda mais a crise.

"Temos duas alternativas que são ruins. A primeira é a continuidade deste governo, que não tem projeto para o País, não tem rumo, e agora contraria as promessas de responsabilidade fiscal e de redução da dívida pública. A outra é a do ex-presidente Lula, e a gente lembra que esse governo não acabou bem. Ao fim desse governo, tivemos a maior recessão da história entre 2014 e 2016", afirmou nesta terça-feira, 11, Moro em palestra no evento "Money Week - Cenários 2022".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

O ex-juiz federal criticou a política econômica do governo Bolsonaro e disse que houve perda de credibilidade da gestão nessa área devido a medidas como a PEC dos Precatórios, o que levou, para ele, ao fim do teto de gastos.

"PEC dos Precatórios tem aspecto muito positivo, que é a expansão do antigo Bolsa Família, que é necessária. Juntamente com a PEC, são aumentadas outras receitas, de duvidosa necessidade neste momento. Uma é o aumento das verbas para emendas de relator", disse o ex-ministro de Bolsonaro, que também atacou o orçamento secreto. "Isso gera pulverização do orçamento público. Em vez de concentrar a verba em investimento público, leva a aplicar a verba em investimentos que não são relevantes."

Moro também defendeu que é preciso uma "política fiscal responsável" para retomada do crescimento, mas não citou propostas concretas para a área, caso seja eleito presidente. Ao falar sobre o combate à pobreza, sugeriu a criação de uma agência governamental que reuniria diversos ministérios e estados na formulação de políticas para a questão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sem citar diretamente a terceira via, ele defendeu que outras alternativas eleitorais podem ajudar a tirar o País da crise. "Crescendo outras alternativas eleitorais, com políticas econômicas mais responsáveis, baseadas na ciência, evitando ideologias equivocadas, isso pode gerar um viés positivo para a economia brasileira", declarou o ex-juiz federal, que se apresentou como um "defensor da livre-iniciativa".

O símbolo da Operação Lava Jato defendeu as privatizações, mas disse que é necessário definir qual a melhor forma de realizá-las. Não apresentou, entretanto, nenhuma ideia para a área.

Corrupção

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao falar sobre o combate à corrupção, Moro afirmou que, se eleito, vai colocar a questão "nos trilhos" e que fará uma gestão com diálogo com partidos políticos, mas sem "transigir na ética".

"Transigir com a ética não leva à governabilidade. Temos exemplos claros do passado. Durante o governo do PT, nos quais se teve mensalão e petrolão, o resultado foram as recessões de 2014 e 2016. O governo atual, sem projeto, tem alianças bastante controvertidas, está utilizando de um mecanismo que leva à pulverização do orçamento através das emendas de relator, e ele está entregando uma provável recessão em 2022."

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Política

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV