Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Política
publicidade
POLÍTICA

PL lista empresa errada em ação contra Lollapalooza por manifestações políticas

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Partido do presidente Jair Bolsonaro, o PL apontou a empresa errada na petição apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o Lollapalooza por suposta campanha eleitoral antecipada nos shows. O equívoco acabou por abrir um debate jurídico sobre a liminar expedida pelo ministro Raul Araújo, integrante da Corte, que restringiu as manifestações políticas no festival, e pode jogar por água abaixo a conquista jurídica do PL.

Inicialmente, a legenda bolsonarista incluiu na representação as empresas Lollapalooza Brasil Serviços de Internet Ltda e Latin Investment Solutions Participações Ltda, que estão inaptas na Receita Federal desde 2018 e 2019, respectivamente. Após identificar o erro, o PL apresentou ao TSE uma correção do CNPJ da empresa responsável pelo festival, a T4F Entretenimento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Apesar de não estar formalmente envolvida no processo - já que o CNPJ inicialmente informado foi outro -, a T4F se apresentou espontaneamente ao TSE. "A T4F desconhece por completo as duas empresas representadas, que não têm qualquer relação com a atual organização do Festival. Contudo, de boa-fé, a T4F se apresenta como produtora do evento", diz a peça da empresa na Corte Eleitoral.

Advogado e professor especialista em Direito Eleitoral e administrativo, Rodolfo Prado afirma que o erro inicial tem o potencial de prejudicar a ação do PL. "Houve um pedido de forma errônea, em desfavor de uma terceira empresa, que não guarda relação com o processo. Isso pode, sim, levar a que o processo seja julgado improcedente por vício processual", afirma. "Demonstra que os advogados do PL não chegaram a tomar conhecimento da empresa pela página do evento".

Ao Broadcast Político, a advogada Caroline Lacerda, que atende o PL, por outro lado, afirma que o erro no CNPJ não tem mais relevância após a manifestação da TF4. "A empresa organizadora se manifestou por vontade própria, o que demonstra ciência inequívoca da decisão no âmbito do processo", afirma.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao acatar o pedido do PL, o ministro do TSE argumentou que as manifestações políticas de cantoras como Pabllo Vittar e Marina no Lollapalooza são propaganda eleitoral antecipada - portanto, irregular - por apresentarem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como supostamente "mais apto" que Bolsonaro. Os dois são os principais candidatos ao Palácio do Planalto este ano e Lula é líder nas pesquisas de intenção de voto.

Procurado, o TSE não se manifestou.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Política

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV