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PDT aprova, por unanimidade, apoio à reeleição de Lula à Presidência da República

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O Partido Democrático Trabalhista (PDT) oficializou nesta segunda-feira, 20, o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão foi confirmada em convenção nacional do PDT realizada nesta noite em Brasília. A votação foi unânime entre os correligionários do PDT presentes na sede do partido.

O partido, presidido pelo ex-ministro da Previdência Carlos Lupi, foi o primeiro a declarar apoio à reeleição de Lula. A convenção foi realizada na tarde e noite desta segunda-feira, primeiro dia da realização das convenções partidárias.

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O presidente Lula participa do evento e chegou ao palco por volta das 19h30. Antes, seu nome foi anunciado pelo presidente do PT, Edinho Silva, por volta das 19h. A equipe do presidente da República tem tomado cuidado com suas participações em eventos com cunho eleitoral. Ele deve participar apenas em horários considerados como fora do expediente - em geral, depois das 18h.

A participação na convenção nacional do PDT é a primeira de Lula como pré-candidato à Presidência e dá início ao período de intensificação da campanha política.

A convenção nacional do PDT foi realizada na sede do partido em Brasília. Contou com a presença de vários integrantes do partido, entre eles o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, o deputado e ex-ministro das Comunicações André Figueiredo (CE), a pré-candidata ao governo do Rio Grande do Sul, Juliana Brizola, a deputada e pré-candidata ao Senado Marília Arraes (PE) e os senadores Weverton (MA) e Leila Barros (DF). Também participaram representantes de outros partidos, como o presidente do PT, Edinho Silva.

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Durante sua fala, Weverton Rocha, vice-líder do governo Lula no Senado, reforçou o simbolismo de o PDT ser o primeiro partido a declarar apoio a Lula e disse que o presidente da República contou com o apoio dos pedetistas desde sua eleição, em 2022.

"O PDT é o primeiro partido realizando a convenção partidária, o primeiro partido a dizer sim para a reeleição do presidente Lula. Um partido que, em todas as pautas que tivemos no Congresso, não faltou ao Brasil. O presidente, desde o dia em que ganhou a eleição, antes de tomar posse, já pôde contar com a bancada do PDT e nossa articulação no Congresso."

Como é de praxe, o PDT fez uma série de referências e homenagens a políticos como Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, João Goulart e Getúlio Vargas. O partido tem raízes no PTB de Getúlio e, quando foi refundado com o fim da ditadura militar, foi nomeado Partido Democrático Trabalhista, já que o nome PTB já estava sendo usado.

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João Vicente Goulart (PCdoB), filho do ex-presidente João Goulart, foi o representante dos comunistas no evento do PDT. Defendeu que os partidos de esquerda têm o "desígnio inquebrantável de impedir, a qualquer custo, o domínio da direita fascista que tivemos há quatro anos", mas que, caso Lula seja reeleito, será preciso cobrar do petista reformas econômicas e sociais. Foi o político com o discurso mais duro em relação a uma possível reeleição de Lula.

"Esse é o momento de reunião e recondução. Mas quando ali chegarmos, nesse sexto mandato, temos que exigir a verdadeira transformação do Brasil, o desenvolvimento nacional, a reforma agrária, urbana e tributária. E principalmente irmos contra esse sistema financeiro que se encontra judiando do nosso País, dos nossos trabalhadores e dos investimentos que precisamos fazer", afirmou.

"Após conduzir o PDT a essa aliança, precisamos ter a sinceridade de que lutaremos pelo desenvolvimento nacional e pelas reformas que esse País não fez", declarou, completando o discurso mais crítico a um possível governo Lula 4 durante o encontro.

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Durante o evento, o presidente do PDT, Carlos Lupi, disse que o partido trabalha na elaboração de um "programa comum do trabalhismo" e que a "intenção é ajudar a construir uma plataforma trabalhista e resgatar a história do trabalhismo no governo".

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