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Padilha sobre 8 de janeiro: Punição a extremistas é apoiar Ministério da Justiça

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O governo federal avalia que a CPI dos atos golpistas não é o melhor instrumento para investigar os crimes cometidos no dia 8 de janeiro por ser mobilizada por "quem passou pano nos atos terroristas", afirmou neste sábado, 4, o ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha.

"Nós vamos atrás de quem financiou os atos terroristas. Já estamos descobrindo, serão punidos seguindo o processo legal. Nós vamos atrás de quem organizou aqueles atos terroristas, e a melhor forma de quem quiser de fato apurar quem financiou, organizou e mobilizou os atos terroristas do dia 8 de janeiro é apoiar o trabalho do Ministério da Justiça e do Judiciário. Na nossa opinião, CPIs que são mobilizadas por quem passou pano nos atos terroristas não são os melhores instrumentos para fazer apuração daqueles atos", defendeu Padilha, durante a 7ª edição do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud), na sede da Fundação Getulio Vargas (FGV) em Botafogo, bairro da zona sul do Rio de Janeiro.

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Questionado sobre a polêmica recente envolvendo o ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil-MA), Padilha voltou a afirmar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva orienta que todos os integrantes têm direito à presunção de inocência.

"Em qualquer tipo de crise, existe uma orientação muito clara do presidente Lula, para qualquer ministro ou ministra, de qualquer partido, ministros e ministras têm do presidente Lula a presunção da inocência. O presidente Lula dá todo o espaço para ministros e ministras poderem se defender de eventuais acusações, se defender de eventuais questionamentos que sejam feitos, e acredita que os ministros têm o papel de sair na sua própria defesa, dar explicações quando são cobradas explicações, independente do partido", disse Padilha.

"Acredito que nós vamos ter uma ótima relação seja com o União Brasil seja com os 17 partidos que já indicaram quadros para o governo, seja no âmbito ministerial ou na composição dos ministérios. Estamos com uma frente ampla, nós temos 17 partidos que indicaram quadros para o governo. Estamos com uma frente ampla no Congresso Nacional também, e também ótimo diálogo respeitoso com os partidos que se declaram de oposição", concluiu o ministro.

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