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Pacheco diz esperar que 'carta de Bolsonaro se perpetue como tônica agora'

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O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), disse esperar que o tom de conciliação do presidente Jair Bolsonaro se perpetue a partir de agora. Pacheco se referia à Declaração à Nação, assinada pelo chefe do Executivo, sinalizando um gesto pela pacificação entre os Poderes após as manifestações de 7 de Setembro.

"Nós precisamos de união e pacificação no Brasil e a carta à Nação do presidente da República é uma sinalização muito positiva, portanto, eu guardo muita expectativa e confiança de que ela se perpetue como uma tônica entre as relações dos Poderes a partir de agora, porque isso é fundamental para o País", disse o presidente do Senado em entrevista a jornalistas após participar de um evento em comemoração aos 40 anos do Memorial JK, em Brasília.

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Pacheco afirmou esperar que os líderes das instituições se reúnam para solucionar os problemas no País. Neste domingo, dia de manifestações convocadas contra o governo Bolsonaro em 15 capitais do Brasil, o presidente do Senado declarou que respeita todos os atos, tanto os de hoje quanto os de 7 de Setembro. "Eu as respeito. Democrata que sou, republicano que sou, considero que manifestações fazem parte de uma democracia viva", afirmou.

Na última quinta-feira, 9, o presidente Jair Bolsonaro recuou do tom adotado nos discursos de atos de 7 de Setembro e divulgou nota em que chegou até mesmo a elogiar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Isso depois de chamar Moraes de "canalha" e prometer desobedecer decisões do magistrado. O texto da nota foi elaborado com a ajuda do ex-presidente Michel Temer que reuniu-se em Brasília com Bolsonaro na quinta. Na carta, o presidente disse que as declarações sobre Moraes foram feitas no "calor do momento" e que não teve "nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes".

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