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Operação que tem Milton Leite como alvo cumpre 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão

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O Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil deflagraram, nesta quinta-feira, 17, a Operação Vectura Corrupta, que apura a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte coletivo da capital paulista. Entre os alvos de prisão temporária está o ex-vereador Milton Leite (União Brasil), que presidiu a Câmara Municipal de São Paulo por seis anos.

A operação desta quinta-feira cumpre 16 mandados de prisão e 18 buscas e apreensões.

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Em nota, Milton Leite disse que vai provar sua inocência em todas as acusações. "Não estou foragido, e vou me apresentar às autoridades em até 24 horas", afirmou.

Também são alvos de prisão Paulo Korek, presidente do Esporte Clube Água Santa; Danilo Marco Morgado Silva, candidato a deputado estadual pelo PL e que disputou a Prefeitura de Praia Grande em 2024; Carla de Paula Muller, mulher de Antônio José Muller Junior, o "Granada", apontado pelos investigadores como liderança do PCC; e Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans.

Segundo a investigação, Morgado teria mantido vínculos com integrantes do PCC e há indícios de que sua candidatura à prefeitura de Praia Grande teria recebido financiamento ligado à facção.

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Carla, de acordo com os investigadores, atuaria na transmissão de mensagens de interesse do PCC a "Granada" - preso na penitenciária federal de Brasília - e também teria participação na exploração do transporte público.

Já o ex-presidente da SPTrans teria mantido encontros periódicos com um suposto intermediário da facção para tratar de interesses relacionados a empresas de transporte, especialmente após a deflagração da Operação Fim da Linha.

A ação é um desdobramento da Operação Dercúrio, deflagrada em agosto de 2024 contra um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas operado pelo PCC.

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Na época, a investigação revelou uma complexa rede de comunicação usada pela facção para manter contato entre integrantes da "Sintonia Restrita" e a "Sintonia dos Gravatas", além de projetos para lançar faccionados como candidatos nas eleições municipais.

'Responsável direto'

A decisão da 8.ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo que autorizou a deflagração da Vectura Corrupta afirma que Milton Leite é "citado nominalmente por diversas vezes como responsável direto pela operação de algumas das empresas controladas pelo PCC".

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"Somado a isso, há declarações de policiais militares, em procedimento que tramita no Tribunal de Justiça Militar, de que ele seria o dono de fato da empresa Transwolff", diz a decisão do desembargador Sergio Ribas.

A Transwolff foi alvo da Operação Fim da Linha, deflagrada em abril de 2024 para investigar suspeitas de lavagem de dinheiro do PCC por meio de empresas de transporte coletivo. Em janeiro de 2025, a Prefeitura de São Paulo rescindiu o contrato com a empresa por decisão do prefeito Ricardo Nunes (MDB).

A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo deixou espaço aberto para manifestação dos envolvidos e citados na Operação Vectura Corrupta.

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