Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Política

publicidade
POLÍTICA

MST diz que houve desmonte da política pública para assentados

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Gilmar Mauro, da direção nacional do MST, disse que já são seis anos de desmonte da política da reforma agrária, com corte total no orçamento do Incra, que deixou de investir nos assentamentos existentes e não assentou novas famílias. "Houve desmonte de políticas públicas para a pequena agricultura e assentamentos. Acabou o crédito, acabou o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), e a Conab (Companhia Nacional da Abastecimento) foi sucateada. Toda a prioridade foi para a grande agricultura e o agronegócio. Hoje o Brasil planta 40 milhões de hectares em soja e apenas 4,3 milhões em feijão e arroz", disse.

Segundo ele, a lógica da exportação levou o País a exportar trigo e depois importar o produto em larga escala. "O benefício é da Lei Kandir de 1996, de que quem exporta não precisa pagar imposto. Ou seja, o produtor exporta o trigo produzido aqui e depois o governo precisa importar. Chegamos à vergonha de ter 33 milhões de pessoas passando fome, por isso defendemos que as terras públicas sejam destinadas à reforma agrária para a produção de alimentos."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

O líder do MST disse que, no Pontal do Paranapanema, ainda existe 1 milhão de hectares de terras públicas griladas (com títulos fraudulentos). "Que essas terras sejam destinadas para a reforma agrária, ao plantio de alimentos, ao estilo de agrofloresta, que se garantem alimentos e reflorestamento."

Para a pesquisadora Marina Caraffa, que baseou sua dissertação de mestrado na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP em estudo do assentamento Zumbi dos Palmares, os assentamentos rurais do programa de reforma agrária implantados nos pequenos municípios do interior de São Paulo são resultado de ações esparsas que carecem de um planejamento estratégico territorial articulado, no qual as esferas federal, estadual e municipal funcionam com participação social.

"O Estado distribui terras, mas não investe capital necessário para um planejamento de longo prazo. Não são criadas as condições institucionais e financeiras para prover a estruturação dos assentamentos e dos seus sistemas produtivos. O que se verifica é um relativo abandono dos assentados após a entrada no lote."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Política

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV