Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Política
publicidade
POLÍTICA

Mourão cita 'maioria confortável', descarta clima de impeachment e critica Moraes

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Embora a discussão dentro dos partidos políticos sobre um eventual apoio ao impeachment do presidente da República, Jair Bolsonaro, tenha crescido após as manifestações governistas com pautas antidemocráticas, o vice-presidente Hamilton Mourão descartou, nesta quarta-feira,8, existir clima no Congresso para aprovar a cassação do chefe do Planalto. Ele também fez críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), alvo preferencial de Bolsonaro nos discursos deste 7 de Setembro.

"Não vejo que haja clima para impeachment do presidente. Clima tanto na população como um todo como dentro do próprio Congresso. Acho que nosso governo tem maioria confortável de mais de 200 deputados. Não é maioria para apoiar grandes projetos, mas é maioria capaz de impedir que grandes projetos prosperem contra a pessoa do presidente", declarou Mourão a jornalistas, em sua chegada ao Palácio do Planalto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Além do endosso do presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), hoje um aliado do governo e que precisaria pautar o tema, a abertura de um processo de impeachment dependeria de voto favorável de ao menos 342 dos 513 deputados, antes de seguir para apreciação do Senado.

Depois de participar da cerimônia de hasteamento da bandeira, na terça, Mourão fez outro aceno a Bolsonaro, com quem tem uma relação conflituosa, ao criticar Alexandre de Moraes. "Eu tenho ideia clara que o inquérito que é conduzido pelo Alexandre de Moraes não está correto. Juiz não pode conduzir inquérito", avaliou o vice-presidente nesta quarta-feira pela manhã.

Em agosto, o ministro do STF incluiu o presidente da República no inquérito das fake news e gerou revolta entre bolsonaristas. Na terça, o chefe do Planalto disse que não vai cumprir decisões do magistrado e afirmou ser necessário "enquadrá-lo".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na avaliação de Mourão, "tudo se resolveria" se o inquérito nas mãos de Moraes passasse para os cuidados da Procuradoria-Geral da República. O atual PGR, Augusto Aras, é considerado um aliado político do Planalto.

"A gente precisa distensionar. Existem cabeças ali dentro (no Judiciário) que entendem que isso foi além do que era necessário. Conversando a gente se entende", acrescentou o vice-presidente, sobre a tensão entre Executivo e STF.

Mourão, porém, não quis comentar os discursos de tom antidemocrático feitos na terça por Bolsonaro pelo que chamou de "questão ética", mas avaliou as manifestações como "expressivas": "É uma mudança isso aí porque as ruas sempre foram domínio da esquerda."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As declarações foram feitas antes de o vice-presidente embarcar para uma agenda na Amazônia. Devido ao compromisso, ele não deve participar da reunião de Bolsonaro com ministros no Conselho de Governo, que ocorre no período da manhã desta quarta-feira.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Política

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV