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Motta: Corregedoria precisa ser firme com quem teve papel central em obstrução inadmissível

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu uma posição "firme" da Corregedoria Parlamentar com os parlamentares que tiveram "papel central" na obstrução física do plenário na semana passada, que considerou "inadmissível". As declarações ocorreram em entrevista à GloboNews, na manhã desta quinta-feira, 14.

Na ocasião, Motta afirmou que o chefe da Corregedoria, deputado Diego Coronel (PSD-BA), já iniciou a notificação dos 14 parlamentares que são alvos das representações. O presidente da Câmara confirmou o prazo de 45 dias para o corregedor se manifestar, mas disse que o órgão pode se antecipar.

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"Ele já está notificando os parlamentares, e penso que antes desse prazo de 45 dias - sem prejuízo daquilo que tem que ser feito, que é a responsabilização desses parlamentares - a Corregedoria irá se manifestar. E a Mesa com certeza irá tomar as providências cabíveis, porque nós não podemos permitir que o que aconteceu volte a se repetir", disse ele.

Motta também disse considerar que a decisão de encaminhar as representações à Corregedoria foi unânime na Mesa Diretora. "A decisão da Mesa, por unanimidade, foi encaminhar as representações para a Corregedoria. Primeiro, porque você tem uma quantidade grande de parlamentares. Até para que não sejamos injustos com quem quer que seja", disse. "Existe também - como a Mesa é ocupada por parlamentares de vários partidos - o interesse interno de cada parlamentar de poder tentar ali defender o seu interesse partidário, que eu acho que é legítimo", argumentou.

Na ocasião, Motta afirmou que a aplicação de punição sumária já foi utilizada contra os deputados Gilvan da Federal (PL-ES) e André Janones (Avante-MG), mas não seria a alternativa adequada contra 14 parlamentares.

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"Então, nós decidimos mandar para a Corregedoria, que é o órgão que apura isso internamente", disse ele. "Como se trata de um evento, digamos assim, um momento que teve a participação de vários parlamentares, fazer isso por rito sumário seria talvez a medida não correta para o momento."

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