Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Política
publicidade
POLÍTICA

Moraes dá 15 dias para a PGR se manifestar sobre conclusão da PF de que Flávio caluniou Lula

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) deu 15 dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre a conclusão da Polícia Federal de que o senador Flávio Bolsonaro cometeu crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão é de sexta-feira, 26 e foi publicada no processo nesta segunda-feira, 29.

A investigação se originou de um pedido do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que apontou que, em 3 de janeiro deste ano, Flávio Bolsonaro publicou imagens que associavam o então presidente da Venezuela, o ditador Nicolás Maduro, ao presidente Lula, utilizando o seguinte texto: "Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas...".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Em sua defesa, a defesa de Flávio Bolsonaro apresentou uma série de requerimentos pedindo a oitiva de testemunhas. Os nomes solicitados incluíam a líder da oposição venezuelana María Corina Machado, o procurador-geral dos Estados Unidos Walter Joseph Clayton, o senador Sérgio Moro, o ex-procurador Deltan Dallagnol, e o próprio presidente Lula.

A defesa também queria que Flávio fosse ouvido apenas depois que as oitivas fossem realizadas. Os pedidos foram indeferidos pelo delegado em maio, com o argumento de que as diligências seriam "absolutamente inócuas" para o resultado do inquérito e teriam "caráter meramente protelatório". Ou seja, tinham o objetivo de atrasar o processo. A defesa então recorreu ao próprio STF, mas Moraes também rejeitou o pedido.

Para a Polícia Federal, o crime de calúnia ficou configurado na postagem de Flávio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Temos uma situação em que o Senador afirma que o Presidente Lula será delatado, referindo-se claramente ao instituto da colaboração premiada, a qual só é possível se a pessoa a ser delatada participou do cometimento de um crime. O Senador, na sequência, enumera condutas criminosas que seriam atribuídas ao Presidente Lula, dentre elas o crime de tráfico internacional de drogas, crime pelo qual Maduro é acusado pelos EUA, não deixando dúvidas de que sua acusação é de que o Presidente Lula teria cometido, dentre outros, o crime de tráfico internacional de drogas e por tal fato seria delatado por Maduro", diz.

Para a Polícia Federal, "fica claro, portanto, que o senador Flávio Bolsonaro, através de sua postagem, imputou falsamente ao presidente Lula o cometimento dos crimes de tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de arma e lavagem de dinheiro".

O crime de calúnia prevê pena de seis meses a um ano e multa. Contudo, as penas aumentam de um terço se o crime é cometido contra o presidente da República ou contra chefe de governo estrangeiro. Além disso, se o crime é cometido ou divulgado nas redes sociais, como é o caso em discussão, aplica-se em triplo a pena.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Política

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV