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Militar ou civil não está acima da lei, diz novo comandante do Exército

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O novo comandante do Exército, general Tomás Paiva, indicou ontem que militares envolvidos nos atos golpistas do dia 8 de janeiro poderão ser punidos pelos órgãos da Justiça. A declaração foi dada após o chefe da Força Terrestre fazer uma visita de cortesia ao vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, para tratar de investimentos na indústria de defesa.

"Qualquer militar ou civil não está acima da lei", disse o general. Esta foi a primeira declaração do general à imprensa sobre os atos de extremistas desde sua posse. Ele foi nomeado para comandar o Exército no sábado passado.

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Embora haja indícios de conflitos internos entre militares e o governo Luiz Inácio Lula da Silva, Tomás disse que não devem ser feitas novas trocas na cadeia de comando do Exército, pois, segundo ele, o clima está "tranquilo". O comandante-geral afirmou que as alterações necessárias devem ser feitas somente após reuniões administrativas de promoção e transferência.

Lula já disse desconfiar das Forças Armadas após os incidentes de 8 de janeiro, quando um bando de vândalos invadiu e depredou o Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF). As declarações do petista têm causado mal-estar entre os integrantes das três Forças, que têm falado em "caça às bruxas".

Nomeação

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O comandante do Exército indicado por Lula barrou a nomeação do coronel Mauro Cid no comando do Batalhão de Ações e Comandos de Goiânia. O oficial foi ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro e solicitou à corporação para não assumir as funções na capital de Goiás, após ser informado do veto do Planalto ao seu nome.

Cid figura como investigado em um inquérito do Supremo por suspeita de envolvimento no vazamento de informações sigilosas de inquérito da Polícia Federal sobre suposto ataque hacker ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

As falas do comandante do Exército sobre a situação da Força foram feitas na sede da Vice-Presidência, no anexo do Planalto. Após a conversa, Alckmin fez questão de acompanhar Tomás até a saída e o cumprimentou na frente das câmeras. O general prometeu prestar esclarecimentos sobre as primeiras medidas após assumir o cargo em conversa com a imprensa na próxima semana. Tomás ainda deve ter novas rodadas de conversa com integrantes do governo. Anteontem, ele acompanhou o ministro da Defesa, José Múcio, em uma visita a Lula.

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As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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