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Mercadante: Há problema sobre lugar das Forças Armadas em relação à Constituição

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O ex-ministro Aloizio Mercadante, coordenador de grupos temáticos da transição, afirmou nesta quinta, 17, que existe no País um problema institucional do lugar das Forças Armadas em relação à Constituição. Segundo ele, o governo Jair Bolsonaro foi o primeiro a nomear militares para setores sem ligação com a defesa nacional.

Além das críticas, ele declarou que os integrantes do grupo de Defesa serão anunciados quando o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva voltar do Egito, onde participa da COP 27.

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"As Forças Armadas são uma instituição secular, organizada, com diagnóstico. Não tem maiores preocupações em relação a sua agenda. Pode ter algumas questões pontuais. Tem um problema institucional do lugar das Forças Armadas em relação à Constituição, mas isso não é propriamente um problema do grupo de trabalho. Acho que não tem nenhuma dificuldade e teremos uma boa solução", disse.

O coordenador ainda ressaltou que, eventualmente, militares podem ocupar cargos no governo Lula, mas sinalizou que essa participação seria pontual.

Mercadante ainda citou que o grupo de Justiça e Segurança Pública não escolheu policiais como integrantes, tamanha é a gama de forças existentes no País. Entretanto, ele disse que representantes das polícias devem ser convidados para reuniões e, eventualmente, participar da transição.

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