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MEC: Cármen arquiva pedidos para investigar se Bolsonaro interferiu em inquérito

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A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou arquivar nesta terça-feira, 27, os pedidos para investigar se o presidente Jair Bolsonaro (PL) tentou interferir no inquérito sobre o gabinete paralelo de pastores no Ministério da Educação (MEC).

Parlamentares de oposição acionaram o STF cobrando uma apuração depois que veio a público uma conversa em que o ex-ministro Milton Ribeiro admite que foi alertado pelo presidente sobre a possibilidade da Polícia Federal (PF) abrir buscas contra ele.

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"Hoje o presidente me ligou? Ele tá com um pressentimento novamente, que eles podem querer atingi-lo através de mim, sabe?", conta o ex-ministro na ligação grampeada pela PF. "Ele acha que vão fazer uma busca e apreensão em casa."

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos na Operação Acesso Pago, que chegou a prender Milton Ribeiro e os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura. Eles foram liberados após conseguirem habeas corpus para aguardar as investigações em liberdade.

Em sua decisão, a ministra afirma que o caso já está sendo investigado no inquérito sobre as suspeitas de corrupção no MEC.

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"Os fatos narrados nestes autos estão sendo investigados no Inquérito STF n. 4896, órgão judicial competente para conhecer e julgar o caso relativamente aos detentores de foro especial", diz um trecho da decisão.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) foi a favor do arquivamento dos pedidos de investigação feitos pelos parlamentares. O órgão disse que os indícios de interferência do presidente "estão contemplados" no outro inquérito e que "não se justifica deflagrar outro procedimento formal investigativo com idêntico escopo".

Como mostrou o Estadão, pastores próximos a Milton Ribeiro passaram a controlar a agenda e a verba do Ministério da Educação. Prefeitos relataram que receberam pedidos de propina em troca da liberação de recursos.

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