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Lula terá encontro com Trump nos EUA; Alckmin vê peso estratégico na reunião

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O vice-presidente da República Geraldo Alckmin afirmou nesta segunda-feira, 04, que o encontro previsto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington, esta semana tem peso estratégico para a relação bilateral e para a agenda econômica do Brasil. O presidente Lula tem viagem prevista para Washington na próxima quinta-feira, 7.

Segundo Alckmin, a reunião ocorre em um momento em que o comércio e os investimentos com os norte-americanos seguem relevantes para a economia brasileira, especialmente em setores de maior valor agregado.

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"Esse encontro é muito importante porque os Estados Unidos são o terceiro parceiro comercial do Brasil, atrás da China e da União Europeia", disse o vice-presidente após ter participado de evento em comemoração aos 200 anos de relações comerciais entre o Brasil e a Suécia.

Ele destacou a relevância dos EUA vai além do fluxo de comércio: "É o primeiro investidor no Brasil". Alckmin também ressaltou o perfil do que os norte-americanos compram do País, citando a aquisição de bens industrializados.

Alckmin voltou a criticar medidas de aumento de tarifas e defendeu um ambiente de maior previsibilidade e cooperação. "A questão tarifária, nós sempre defendemos que tivesse uma relação melhor. Aquele tarifaço não tinha sentido", declarou.

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Para reforçar o argumento, o vice-presidente voltou a afirmar que os EUA registram déficit comercial com muitos países, mas não com o Brasil. Ele citou dados do G20 para sustentar que o Brasil está entre os poucos países com os quais os EUA mantêm saldo positivo.

"Do G20, só três países, os Estados Unidos tem superávit na balança. São eles: Reino Unido, Austrália e Brasil", afirmou, acrescentando que esse superávit ocorre tanto na balança de serviços, quanto de bens, de produtos.

Por fim, Alckmin disse esperar que a interlocução direta entre os presidente do Brasil e dos EUA ajude ampliar o entendimento entre os governos. "Eu torço para que essa boa química que ocorreu entre o presidente Lula e o presidente Trump, possa fortalecer ainda mais em benefício de dois grandes países", disse.

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