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Lula diz ser contra indicar amigo ao STF e vê atitude como antidemocrática

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O candidato do PT à Presidência da República, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, se disse contra a indicação de amigos ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ao classificar há pouco, no debate da TV Band, a nomeação baseada em amizade como "antidemocrática", ele afirmou que a escolha deve ter em vista competência e currículo.

A fala do petista ocorreu em resposta à jornalista Vera Magalhães, que foi alvo de ataques do presidente Jair Bolsonaro (PL) no debate do primeiro turno. Diante do episódio, Lula iniciou a resposta dizendo que a jornalista não sofreria "nenhuma agressão" vinda dele.

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"Não é prudente, não é democrático o presidente da República querer ter os ministros da Suprema Corte como amigos", defendeu o petista. "Você não indica ministros da Suprema Corte para votar favorável a você e te beneficiar", emendou. Para Lula, a indicação deve ter como base currículo, história e competência.

Ao falar sobre ditadura militar, Lula afirmou que uma indicação com fins pessoais "é um atraso, retrocesso que a República brasileira já conhece, e eu sou contra".

Bolsonaro respondeu à pergunta da jornalista afirmando que, no momento, o PT "tem" sete ministros no STF que foram indicados pelo partido, enquanto que ele "tem" apenas dois que foram de sua indicação. "Caso eu venha ser reeleito, eu tenho mais dois. Eu ficaria com quatro e o PT com cinco. Está feito o equilíbrio", disse.

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O presidente, então, citou as anulações dos processos contra Lula feitas pelo ministro Edson Fachin, que deram ao ex-presidente a possibilidade de o petista concorrer à eleição. O ministro foi indicado pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2015.

"Então, o senhor só está disputando a eleição aqui por obra e graça de um amigo indicado pelo PT", finalizou Bolsonaro.

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