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Lula diz que combateu corrupção e afirma que Bolsonaro fala bravatas

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Em resposta a uma pergunta do presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre escândalo de desvio de dinheiro na Petrobras, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a citar que tomou medidas nos seus governos para combater a corrupção e acusou o adversário de dizer bravatas.

"As pessoas precisam saber que inverdades não valem a pena na televisão. Citar números mentirosos não vale a pena. Não tem nenhum presidente da República que mais fez (no combate à corrupção). Lei Anticorrupção, AGU, fizemos Coaf funcionar", citou, durante participação no primeiro debate presidencial na TV, neste domingo.

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Lula aproveitou a resposta para citar feitos do seu governo, como investimentos na educação, geração de emprego, redução do desmatamento e política de valorização do salário mínimo. "Meu governo deveria ser conhecido exatamente por isso. Exatamente essa é a marca do meu governo. O País que eu deixei é o país que o povo tem saudade, o País do emprego, e esse País vai voltar", provocou.

Ainda durante o debate, o ex-presidente disse que vai propor um pacto com governadores e prefeitos para reduzir "o atraso educacional" deixado pela pandemia. "Lamentavelmente, educação foi abandonada no País", criticou, sem citar diretamente o governo Bolsonaro.

Olhar socialJair Bolsonaro (PL), por sua vez, usou indicadores econômicos e benefícios sociais para defender seu governo. O chefe do Executivo tem sido aconselhado por assessores a falar de economia para ganhar votos.

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"É um governo que tem um olhar todo social para os mais pobres", declarou Bolsonaro, dois dias depois de ter negado que há fome no País. O presidente citou o aumento do Auxílio Brasil de R$ 400 a R$ 600 até o final do ano, garantindo que o valor permanecerá o mesmo no ano que vem, e a redução dos preços dos combustíveis com o teto de 17% para o ICMS, além da desaceleração da inflação e a queda do desemprego.

"Nosso PIB está crescendo, nós fizemos milagre durante a pandemia", emendou, ao dizer que agiu "sem demagogia" e com responsabilidade fiscal.

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