Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Política
publicidade
POLÍTICA

Justiça suspende nomeação de dentista bolsonarista para centro do audiovisual

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O juízo da 21ª Vara Federal do Rio de Janeiro suspendeu a nomeação da dentista Edianne Paulo de Abreu para o cargo de coordenadora-geral do Centro Técnico do Audiovisual da Secretaria Nacional do Audiovisual, vinculada à Secretaria Especial de Cultura do Ministério do Turismo. A Justiça considerou que a experiência profissional de Edianne e sua formação acadêmica não tinham correlação com as atividades desenvolvidas pelo órgão que ela iria coordenar.

A decisão acolheu um pedido do Ministério Público Federal em ação do civil pública que defendia que a indicação de Edianne ao cargo Centro Técnico do Audiovisual na violava critérios para a nomeação de cargos em comissão, além de atender 'ao contexto da guerra contra o marxismo cultural instaurada no Brasil, configurando desvio de finalidade'.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

"A inexistência de políticas públicas minimamente definidas, a propaganda heroico-nacionalista de Alvim e Frias, a paralisação dos projetos no âmbito da ANCINE - como se tem visto nas centenas de mandados de segurança impetrados no curso deste ano de 2020 - demonstram claramente que o gestor federal pretende, agora no CTAv, finalidade diversa da pública, meramente política, como recompensa aos trabalhos prestados por Edianne durante a vitoriosa campanha eleitoral de 2018, o que põe em risco a continuidade efetiva dos relevantes serviços prestados naquele centro especializado em audiovisual", registra a ação.

As informações foram divulgadas pelo MPF.

Segundo a Procuradoria, Edianne é formada em odontologia e tem experiência na área de saúde, foi assessora parlamentar de dois deputados federais e exerceu funções administrativas no Governo do Rio de Janeiro e na Prefeitura de Nova Iguaçu. Em 2018, foi candidata a deputada federal pelo PSL e coordenadora voluntária no Rio de Janeiro das campanhas de Flávio e Jair Bolsonaro, 'demonstrando em redes sociais intimidade com a família', indicaram os procuradores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nessa linha, o MPF defendeu que Edianne não possuía formação ou atividade profissional no setor de audiovisual e que, desta maneira, sua nomeação violaria o Decreto 9.727, de 15 de março de 2019 que 'estabelece que o ocupante tenha perfil profissional ou formação acadêmica compatível com o cargo ou a função para o qual tenha sido indicado, possuir experiência em área correlata, ter ocupado função de confiança em qualquer poder por no mínimo dois anos ou possuir título acadêmico em área correlata'.

A Procuradoria destacou que o órgão que Edianne seria responsável por coordenar, o CTAv, tem como objetivo 'transferir tecnologia internacional, apoiar o desenvolvimento da produção cinematográfica nacional independente e promover a capacitação e aperfeiçoamento de pessoal técnico necessário à atividade cinematográfica'. "O CTAv tem um acervo com mais de 6 mil títulos, vários em película, e entre as suas atribuições estão uma série de atividades técnicas de apoio à produção audiovisual", frisou o MPF.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Política

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV