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Justiça Eleitoral suspender pesquisa não é comum, mas também não é raro, diz Azevedo Marques

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O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), disse que é "comum" que candidatos questionem pesquisas eleitorais e que a Justiça eleitoral suspender a divulgação "não é comum, mas também não é raro". A fala foi feita em congresso da Associação Brasileira de Internet (Abranet) realizado nesta terça-feira, 9, em Brasília.

Ele foi questionado sobre a decisão do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, que suspendeu a divulgação de pesquisa Atlas que mostrava queda da intenção de voto no senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A pesquisa foi publicada em 19 de maio, após a divulgação de áudio em que o senador pedia dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro.

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"Candidato se irresignar com pesquisa é comum. A Justiça eleitoral determinar a vedação de difusão de uma pesquisa ou outra não é comum, mas também não é raro", ponderou Floriano. Ele evitou comentar a decisão, que será analisada daqui a pouco, a partir das 19h, pelo plenário do TSE.

"Agora, se essa decisão é ou não compatível com a jurisprudência, se no caso concreto justifica ou não, é uma questão que vai se decidir logo mais, mas não é incomum, não foge completamente", afirmou.

"Juiz de propaganda: atribuição é das mais difíceis"

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Durante o evento, Azevedo Marques disse ainda estar grato por não ter sido nomeado como "juiz de propaganda" pelo presidente do TSE, Kássio Nunes Marques.

"Eu agradeço porque, entre outras tantas atribuições do tribunal, ser juiz de propaganda é uma das mais difíceis", disse o ministro. "É prerrogativa do presidente nomear juiz de propaganda. Há casos em que os substitutos são juízes de propaganda, hoje estamos com um substituto só. Não vejo aí grande importância do ponto de vista maquiavélico", ponderou.

A função normalmente fica a cargo de ministros substitutos da classe dos juristas, mas Nunes Marques designou os ministros André Mendonça e Estela Aranha para a função.

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Além disso, o presidente da Corte eleitoral incluiu a si mesmo no rol de ministros responsáveis por analisar esse tipo de ação. O movimento possibilitou que ele suspendesse, a pedido do PL, a pesquisa Atlas, que mostrava a queda na intenção de voto no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

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