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Jaques Wagner vai conseguir 'se explicar e se defender', afirma Durigan

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quinta-feira, 18, acreditar que o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), vai conseguir "se explicar e se defender" após ter sido alvo de uma operação da Polícia Federal.

"Eu estou muito tranquilo com isso e acho que o senador Jaques Wagner vai prestar os esclarecimentos devidos à Justiça", disse o ministro, durante entrevista ao portal Metrópoles.

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A Polícia Federal cumpre nesta manhã mandados de busca e apreensão contra o Wagner, em uma nova fase da operação Compliance Zero, que investiga irregularidades relacionadas ao Banco Master e ao dono da instituição, Daniel Vorcaro. Um ex-sócio do ex-banqueiro, o baiano Augusto Lima, também é alvo.

A PF suspeita que Wagner recebeu um imóvel e pagamento de propina por meio de uma empresa ligada a um dos seus familiares. A estrutura teria sido utilizada para ocultar vantagens indevidas supostamente pagas no contexto das fraudes investigadas na Compliance Zero.

Wagner foi governador da Bahia entre 2007 e 2014, quando implementou o Credcesta, um sistema de crédito consignado para servidores públicos ligado à Cesta do Povo, uma rede de supermercados do governo do Estado. O Credcesta foi, posteriormente, levado para o Banco Master por Augusto Lima e se tornou um dos principais ativos do banco.

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Respondendo a uma pergunta sobre o tema, Durigan disse que a situação de Wagner é "muito diferente" de pessoas que atuaram para aumentar o limite do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), em uma crítica ao senador e ex-ministro do governo Bolsonaro Ciro Nogueira (PP-PI), que também é investigado no esquema.

Durigan voltou a afirmar que o escândalo do Master foi gestado no período em que o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto chefiou a autoridade monetária (2019-2024). A autorização para que Vorcaro tomasse o controle do banco ocorreu em 2019 e a expansão do negócio ocorreu desta data até 2024, disse ele.

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