Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Política

publicidade
POLÍTICA

Institutos procuram justificar pesquisas após pressão da base governista por CPI

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

A Associação Brasileira de Empresas de Pesquisas (Abep) afirmou que está "avaliando e refletindo sobre os últimos acontecimentos" e que deve lançar ainda nesta quarta-feira (5) uma nota conjunta para falar sobre as pressões governistas para a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar institutos devido a discrepâncias entre levantamentos eleitorais e o resultado das urnas.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), tem descartado a ideia, fala a favor de uma mudança legislativa para responsabilizar os institutos. Em entrevista à GloboNews, nesta segunda-feira (3), Lira discorreu sobre sua vontade de colocar para votação no Congresso um projeto de regulamentação das pesquisas eleitorais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

"Nós tínhamos pesquisas que mostravam o Tarcísio de Freitas, candidato do Republicanos ao governo de São Paulo 10 pontos atrás de Fernando Haddad (PT) e a realidade da eleição mostra o Tarcísio na frente. As votações e expressões da população brasileira deixam claro que as empresas de pesquisa não devem ser usadas para conduzir o eleitorado", disse o presidente da Câmara.

Lira lembrou, durante a entrevista, que quando a Câmara tentou votar no código eleitoral surgiram algumas complicações como, por exemplo a forma de responsabilizar as empresas de pesquisas. "A gente tem que votar a regulamentação no Congresso Nacional", disse.

Como resposta às críticas, alguns institutos tem se posicionado. O Datafolha e o Ipec destacam que os institutos acertaram no quadro geral, com Lula como favorito e Bolsonaro no segundo lugar. Sobre as discrepâncias, os institutos afirmam que Bolsonaro pode ter crescido devido ao "voto útil" de eleitores que não queriam um novo mandato petista.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A prática do voto útil tão disseminada pela campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas duas últimas semanas que antecederam a votação em primeiro turno, segundo um número considerável de cientistas e analistas políticos, pode ter se transformado em um tiro que saiu pela culatra.

A intenção era antecipar para o primeiro turno os votos de Ciro Gomes (PDT) que, eventualmente, viriam para Lula no segundo turno. Assim, se a estratégia estivesse certa, o petista fecharia a fatura já no domingo, 2. Mas os petistas não contavam com o fato de que eleitores que votariam em Simone Tebet (MDB), Soraya Thronicke (União Brasil) e Felipe dAvila (Novo) pudessem fazer o voto útil em Bolsonaro.

Esse movimento do voto útil em Bolsonaro de última hora não foi captado pelos institutos de pesquisas e pode ter sido uma das explicações para o desvio entre as sondagens e o resultado das urnas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Ipec explicou a situação através de uma nota, como mostrou o Broadcast Político, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, dizendo que "as pesquisas eleitorais medem a intenção de voto no momento em que são feitas". "Quando feitas continuamente ao longo do processo eleitoral, são capazes de apontar tendências, mas não são prognósticos capazes de prever o número exato de votos que cada candidato terá."

Já o Datafolha escolheu lançar uma nova pesquisa, após o fim das eleições mostrando a tendência.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Política

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV