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Indígena preso por ordem do STF pregou que posse de Lula deveria ser impedida

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Estopim dos atos de vandalismo na noite de segunda-feira, 12, no centro da capital federal, o indígena José Acácio Serere Xavante, desde que o presidente Jair Bolsonaro perdeu a eleição para o petista Luiz Inácio Lula da Silva, tem percorrido Brasília patrocinando protestos. Em vídeo gravado no dia 30 de novembro pelo Estadão em frente ao Congresso Nacional, Serere Xavante diz que Lula não pode assumir a presidência e xinga o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes.

"A democracia está sendo atacada pelo bandido Alexandre de Moraes e a equipe de Lula, do PT. Lula não vai ganhar de novo. Roubaram nossos votos. Cadê o voto do povo xavante? Nós não podemos admitir que o Lula suba na rampa, que ocupe o cargo maior do país. O bandido não pode ocupar o cargo da presidência. Lugar do bandido é na cadeia", disse o indígena.

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Depois de preso pela PF, fez divulgar um vídeo dizendo que estava bem e pedindo que não houvesse "conflito ou briga".

Serere Xavante foi detido na segunda-feira, por ordem de Moraes. Após a prisão, grupos de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro patrocinaram atos de vandalismo na zona central de Brasília com queima de veículos e tentativas de invadir o prédio da Policia Federal. Segundo a Secretaria de Segurança do Distrito Federal, parte dos responsáveis por esses atos está acampada em frente ao QG do Exército, onde seguidores de Bolsonaro pedem intervenção militar para impedir a posse do petista.

José Acácio tem 42 anos e é pastor evangélico. Ele foi candidato à prefeitura de Campinápolis (MT) em 2020 pelo Patriota, mas não se elegeu. Em documento submetido à época ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele se apresenta como missionário e líder da Terra Indígena Parabubure, localizada naquele município e pertencente à Amazônia Legal.

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