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Haddad admite erros do PT e vai rever taxação a servidores públicos inativos

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O ex-prefeito de São Paulo e candidato ao governo do Estado em 2022 Fernando Haddad (PT) reconheceu, em fala nesta quarta-feira, 17, alguns erros cometidos pelo partido em São Paulo no passado. Segundo ele, o PT teve uma "dificuldade programática de dialogar com todo o Estado", focando muito nas cidades paulistas que já haviam sido governadas pela legenda.

"Faltava um discurso mais abrangente sobre o Estado de São Paulo", disse Haddad, em sabatina realizada pela CBN, O Globo e Valor na manhã desta quarta, na capital.

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O petista, que já foi ministro da Educação no governo Lula, também aproveitou para falar sobre algumas propostas de campanha. Ele prometeu rever a taxação de contribuição previdenciária para os servidores públicos inativos caso seja eleito.

"Considero o que João Doria fez um confisco. Reconheço que houve um confisco por decreto. No dia 2 de janeiro, vamos abrir a mesa, sentar com os servidores e restabelecer isso", promete. A medida foi aplicada por meio do decreto Nº 65.021 de junho de 2020 e institui descontos adicionais nas aposentadorias e pensões de servidores estaduais que recebem a partir de um salário mínimo.

Em relação à segurança pública, Haddad pretende ampliar a implementação das câmeras de segurança corporais na polícia.

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"Acho muito interessante essa ideia e não vejo nenhum constrangimento do policial porque, inclusive, está salvando vidas de policiais. Tem que ser mantida e aperfeiçoada. Vamos ampliar o programa", afirmou.

Adversários

O candidato ainda aproveitou o debate para criticar adversários e opositores. Na comparação entre os ex-governadores João Doria (PSDB) e Geraldo Alckmin (PSB), Haddad disse que Doria errou mais do que Alckmin, agora candidato a vice-presidente na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Presidência.

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"Não dá para comparar a gestão Doria-Rodrigo Garcia com a gestão do Alckmin. No caso do Doria, posso fazer um arrazoado de equívocos de gestão pública que foram cometidos, que não foram pequenos", critica.

Outro alvo foi o vereador Milton Leite (União Brasil), presidente da Câmara Municipal de São Paulo. "Tem um vereador complicado na Câmara Municipal que acha que é dono da cidade. Quando é presidente, só tramita o que ele deixa", afirmou. Em sua gestão como prefeito, Haddad disse que isso não ocorreu. "Ele quis ser presidente da Câmara no meu mandato e não deixei porque ele se mete em tudo. Arthur Lira manda pouco no país perto do que ele manda na cidade e no Estado."

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