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Grupo de Lira tenta acordo com aliados de Baleia para Mesa Diretora

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Depois de anular o registro do bloco de Baleia Rossi (MDB-SP) na Câmara como primeiro ato de sua gestão, o novo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), tenta firmar um acordo com o grupo adversário para definir os cargos na Mesa Diretora e evitar que a discussão chegue à Justiça. Uma reunião marcada para hoje às 17h deve definir a questão e a nova eleição pode ser adiada para amanhã às 10h.

Ontem, 1º, o PT registrou o partido no bloco de Baleia depois do fim do prazo regimental, alegando problemas no sistema interno da Câmara. Aliados no novo presidente afirmam que o MDB, que também integra o bloco de Baleia, teria cometido um segundo erro no sistema para formalizar o bloco.

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Maia aceitou as justificativas, o que provocou um embate com Lira. Assim que foi eleito, Lira cancelou a decisão e convocou nova eleição da Mesa Diretora hoje, 2.

Em reação à atitude de Lira, os partidos do bloco de Baleia, como PSDB, Cidadania, além dos da oposição, cogitam entrar com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para anular o ato do novo presidente.

Segundo a deputada Soraya Santos (PL-RJ), Lira quer agora fazer "um gesto" a esses partidos e deferir a formação do bloco de Baleia, com exceção do PT que teria chegado "depois dos portões fechados".

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Caso essa proposta seja aceita, os partidos do bloco de Lira teriam quatro lugares na Mesa Diretora e, entre os aliados de Baleia, PT e PSDB teriam uma vaga cada. Nas suplências, seriam três vagas pra a situação e uma para oposição. A Mesa é composta por duas vice presidências, quatro secretarias e quatro suplências. A ordem em que os partidos ocupariam os cargos ainda é está sendo debatida.

De acordo com a deputada, a conversa com o bloco adversário está caminhado bem. Os líderes de toda a Câmara vão se reunir nesta tarde para decidir a questão. Caso o bloco de Baleia não aceite a proposta, os partidos devem ficar avulsos e, assim, perder uma das vagas titulares da Mesa.

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