Greca garante pré-candidatura ao governo do PR e diz que não tem cara de vice
Emedebista detalha saída do PSD, cita nomes para compor a chapa e propõe transição para agronegócio orgânico no Paraná
TNOnline TV
O ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca (MDB), reforçou sua determinação em disputar o Governo do Paraná como cabeça de chapa nas próximas eleições, descartando categoricamente qualquer possibilidade de concorrer como vice na chapa do PSD, seu antigo partido, que tem Sandro Alex pré-candidato para o executivo estadual.
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Segundo Greca, a mudança de sigla, ocorrida em março, foi uma manobra direta para viabilizar seu projeto rumo ao governo do estado. "Sim, uma vontade de ser candidato a governador como cabeça de chapa e de não sofrer com interesses alheios a minha história. Sempre procurei fazer toda a minha vida pública pensando no coroamento da minha carreira com o cargo de governador do Paraná", revelou.

Indagado sobre a recusa em ocupar a vaga de vice na base de apoio do atual governador Ratinho Júnior (PSD), Greca foi taxativo e lembrou seu histórico na política paranaense. "Vocês me acham com cara de vice? Três vezes prefeito de Curitiba, ministro de Estado, coordenador de um programa de inteligência que deu a Curitiba dois títulos. Vice-governador também não quero ser porque nunca fui vice-prefeito. Então, o que eu sei fazer direito é governar", salientou.
Ao ser questionado sobre propostas específicas para a região norte do estado, o pré-candidato centrou seu discurso na sustentabilidade e na tecnologia voltada ao campo. Greca defendeu a substituição de agroquímicos tradicionais por alternativas biológicas, citando o trabalho da pesquisadora Mariângela Hungria, da Embrapa e da Universidade Estadual de Londrina (UEL), no desenvolvimento de bioadubos.
"A grande proposta é criar um horizonte orgânico para o Paraná. Um horizonte orgânico para as cooperativas que o Paraná tem", afirmou. Ele enfatizou os benefícios da transição ecológica, tanto para a saúde quanto para a economia. "Nós que conhecemos química orgânica, sabemos que o que é orgânico não envenena, o que é orgânico não mata, o que é orgânico não dá câncer", salientou. O projeto de Greca inclui ainda a abertura de usinas de biometano e biodiesel para abastecer as frotas de transporte do Estado.
Alianças
A definição do candidato a vice em sua chapa, segundo Greca, será tomada apenas na "derradeira hora". No entanto, o ex-prefeito revelou simpatia por quadros expressivos do Paraná, mencionando nomes como os dos deputados Mateus Laiola (União) e Luísa Canziani (União), além do ex-prefeito de Londrina, Marcelo Belinati (PP).
No cenário para o Senado, o emedebista indicou alinhamento com o ex-senador Álvaro Dias (MDB). "Nós apreciamos o nome do senador Álvaro Dias, ele quer que haja uma ampla aliança, para daí colocar o seu nome", disse, enaltecendo o legado histórico do político na infraestrutura energética e no ensino superior do Estado.
Apesar da concentração de sua carreira pública recente em Curitiba, Greca minimizou as críticas de que seria um candidato restrito à capital. Ele citou sua passagem por diversas secretarias estaduais e a presidência da Cohapar para garantir que tem trânsito em todo o território paranaense. "Ao invés dos que pensam que eu sou só um personagem de Curitiba, vão cair do cavalo, me aguardem", alertou.
Sobre seu desempenho eleitoral, o político demonstrou confiança. "Por enquanto eu estou com 9% de rejeição, estou com 23% a 25% de aceitação, 91% dos paranaenses ainda me dão chance de considerarem o meu nome. Porque 9 menos 100 dá 91", salienta.
