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Governador de Minas diz que preferia aliado Zema fora da disputa à Presidência

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O governador de Minas Gerais e pré-candidato à reeleição, Mateus Simões (PSD), considera a candidatura de Romeu Zema (Novo) à Presidência como um empecilho para a corrida eleitoral no Estado.

"Seria muito mais conveniente para mim que Zema não fosse candidato, ou que fosse candidato à vice de Flávio", disse o governador em entrevista ao jornal O Tempo nesta segunda-feira, 8.

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Simões, porém, afirmou que jamais pediria que Romeu Zema abandonasse o pleito. "Eu estaria subvertendo quem foi leal comigo. Ou seja, estaria colocando meu interesse à frente daquele que me convidou para o governo", disse Simões.

Em nota encaminhada à reportagem, Romeu Zema reforçou sua pré-candidatura e a aliança com o atual governador de Minas.

Simões era vice de Zema e assumiu o Executivo mineiro quando o pré-candidato à Presidência deixou o cargo em março deste ano para concorrer às eleições.

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O governador também disse que a situação ideal para sua campanha seria uma composição entre Zema e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). "Se ele e Flávio compusessem, para Minas Gerais a eleição estaria resolvida. Não teríamos nem segundo turno", afirmou.

No cenário atual, Zema e Flávio Bolsonaro disputam o eleitorado da direita entre eles e com os candidatos Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão).

Para Simões a fragmentação tolerada no plano nacional não deveria se repetir em Minas Gerais. A diferença, segundo ele, é de posição: quem tenta entrar no governo se beneficia de várias frentes abertas, mas quem já está no poder precisa de unidade. "Quem está no governo, quando divide o palanque, fragiliza a estrutura", alertou.

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Com esse argumento, Simões defende um palanque unificado em torno de sua candidatura ao governo, sem abrir mão de abrigar todos os presidenciáveis da direita em Minas.

Além de ser o antigo vice de Zema, Simões divide o partido com Ronaldo Caiado e alimenta o desejo de ter o PL de Flávio Bolsonaro em sua campanha.

Na semana passada, Zema e Flávio Bolsonaro deram sinais de reaproximação. Na ocasião, Flávio reconheceu ter diferenças com Zema e com Caiado, mas defendeu que os três deixassem as divergências de lado para se unir contra o PT. Zema, por sua vez, declarou que "a direita estará mais unida do que nunca". O encontro ocorreu após semanas de tensão entre os dois, marcadas por críticas públicas de Zema ao senador envolvendo o caso do Banco Master.

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