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Fachin manda governo do Rio ouvir sugestões contra mortes em ações policiais

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O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira, 27, que o governo do Rio de Janeiro ouça sugestões do Ministério Público e da Defensoria Pública do Estado para reduzir a letalidade policial.

Depois da chacina que matou ao menos 23 pessoas na Vila Cruzeiro, no início da semana, o ministro já havia cobrado um novo plano para acabar com as mortes em operações policiais.

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Na nova decisão, Fachin diz que os órgãos responsáveis pela fiscalização das medidas implementadas pelo Estado devem poder participar de sua elaboração. A seccional fluminense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) também foi incluída pelo ministro na construção do plano.

O governador Cláudio Castro (PL), pré-candidato à reeleição, não é obrigado a acolher as propostas, mas deve justificar caso decida rejeitá-las. Fachin ainda determinou que, quando o projeto ficar pronto, o governo deve promover audiências públicas para colher sugestões da sociedade civil.

A política de Segurança Pública do Rio de Janeiro vem sendo analisada pelo STF desde maio de 2020, a partir de uma ação proposta pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), que pediu a intervenção do tribunal para obrigar o governo fluminense a implementar medidas para reduzir a violência policial no Estado. Foi no âmbito dela que os ministros limitaram as operações em favelas durante a pandemia e o uso da força nas ações da polícia.

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Por ordem do tribunal, Cláudio Castro publicou, no final de março, um decreto com a primeira versão do plano de redução da letalidade, mas entidades da sociedade civil criticaram as medidas, consideradas "genéricas". O STF ainda não analisou as propostas. Segundo Fachin, antes que o plano seja examinado, "é indispensável que sejam atendidos os requisitos formais de sua elaboração e aprovação".

"Ou seja, é necessário que o Plano remetido a este Tribunal tenha contado com a participação do Ministério Público, da Defensoria Pública e do Conselho Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil. É preciso, ainda, que o plano seja debatido em audiência pública, para que se possa colher sugestões da sociedade civil", escreveu nesta sexta.

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