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EUA dizem 'monitorar' eleição brasileira e condenam violência

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A Casa Branca disse nesta terça, 27, que os Estados Unidos vão "monitorar" as eleições brasileiras e condenaram "recentes atos de violência". O governo americano afirmou ainda que confia "na fortaleza das instituições" do País. Os EUA têm enviado sucessivos alertas sobre a confiança no sistema eleitoral brasileiro como forma de se contrapor aos ataques do presidente Jair Bolsonaro (PL) às urnas eletrônicas.

"Vamos monitorar essas eleições, vamos acompanhá-las de perto e confiar na força das instituições democráticas do Brasil", declarou ontem a porta-voz da Casa Branca, Karine Jean-Pierre. "Temos visto relatos recentes de violência e, embora o direito ao protesto seja fundamental em qualquer democracia, os Estados Unidos condenam qualquer violência e exortam os brasileiros a fazerem ouvir suas vozes de forma pacífica", disse Karine, durante entrevista coletiva diária, ao ser questionada sobre a disputa do próximo domingo.

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O governo americano já havia defendido a eleição brasileira neste ano. A manifestação ocorreu um dia depois de Bolsonaro - candidato à reeleição - reunir representantes diplomáticos no Palácio da Alvorada e fazer ataques, sem apresentar provas, ao sistema eleitoral do País, em julho.

Modelo

Na época, o governo dos EUA disse, por meio de sua embaixada, que "as eleições brasileiras, conduzidas e testadas ao longo do tempo pelo sistema eleitoral e instituições democráticas, servem como modelo para as nações do hemisfério e do mundo".

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De acordo com comunicado divulgado na ocasião pela assessoria de imprensa do Departamento de Estado e pela embaixada dos Estados Unidos, "as eleições do Brasil são para os brasileiros decidirem". "Os Estados Unidos confiam na força das instituições democráticas brasileiras. O País tem um forte histórico de eleições livres e justas, com transparência e altos níveis de participação dos eleitores."

Ontem, a porta-voz da Casa Branca disse que os EUA esperam que a eleição brasileira ocorra de forma "livre". "Como parceiros, como democracia parceira do Brasil, acompanharemos as eleições com a plena expectativa de que serão realizadas de forma livre, justa, limpa e confiável, com todas as instituições relevantes operando de acordo com a (ordem) constitucional", afirmou Karine.

Sem lado

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Na segunda-feira, 26, após encontro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o encarregado de negócios dos EUA no Brasil, Douglas Koneff, a embaixada americana negou negociações "com qualquer candidato ou partido político", mas reiterou que o reconhecimento dos EUA ao resultado virá a quem vencer o pleito ao Palácio do Planalto, em processo liderado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

"O eventual reconhecimento dos EUA virá ao candidato que vencer a eleição presidencial como resultado da nossa determinação sobre a integridade do processo eleitoral liderado pelo TSE, e não de uma negociação com qualquer candidato ou partido político", disseram os EUA na nota.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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