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Esquerda se solidarizou com facada em 2018, ao contrário do que diz Bolsonaro

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Diferentemente do que disse o presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta sexta-feira, 2, políticos de esquerda se solidarizaram quando ele levou uma facada na campanha eleitoral em Juiz de Fora (MG), em setembro de 2018. Mais cedo, Bolsonaro afirmou que a "esquerda ficou calada" naquela época ao comentar e lamentar o ataque à vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, na noite de ontem.

Entre os políticos que se manifestaram em 2018 está Fernando Haddad (PT), então candidato à Presidência da República pelo PT e nome do partido ao governo paulista em 2022. "Repudio totalmente qualquer ato de violência e desejo pronto restabelecimento a Jair Bolsonaro", escreveu Haddad no Twitter cerca de 1h após o atentado.

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Guilherme Boulos (PSOL), outro candidato à época, que hoje disputa uma vaga à Câmara, também foi ao Twitter: "Soube agora do que ocorreu com Bolsonaro em Minas. A violência não se justifica, não pode tomar o lugar do debate político. Repudiamos toda e qualquer ação de ódio e cobramos investigação sobre o fato".

Ciro Gomes (PDT), também candidato à Presidência em 2018 e em 2022, escreveu há quatro anos: "Repudio a violência como linguagem política, solidarizo-me com meu opositor e exijo que as autoridades identifiquem e punam o ou os responsáveis por esta barbárie".

Gleisi Hoffmann, presidente do PT, disse à época, em vídeo compartilhado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva: "Lamentável. Nenhum ato de violência pode ser admitido. A violência não é justificável. Na política temos que nos ater ao enfrentamento de ideias".

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A ex-presidente Dilma Rousseff (PT), o senador Lindbergh Farias (PT) e a candidata Vera Lúcia (PSTU) também prestaram solidariedade.

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