Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Política
publicidade
POLÍTICA

Em respeito a Mello, sabatina de Kassio Marques só ocorrerá após aposentadoria

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

A presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Simone Tebet (MDB-MS), avisou nesta sexta-feira, 2, que a sabatina do desembargador Kassio Nunes Marques, indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), não ocorrerá antes do dia 13 de outubro, quando o ministro Celso de Mello se aposenta. A medida, segundo ela, é uma forma de "respeito" ao decano da Corte.

A indicação de Marques pelo presidente Jair Bolsonaro foi publicada na edição desta sexta-feira do Diário Oficial da União. O escolhido ainda precisa ser sabatinado na CCJ e ser aprovado pelos senadores na comissão e depois no plenário.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

A votação deve ser secreta e com a presença dos senadores em Brasília - desde o início da pandemia da covid-19, o Senado tem feito sessões virtuais. Para ter a sua indicação ao Supremo confirmada, Marques precisa do aval de 41 dos 81 senadores.

"Esclareço ainda: em respeito ao Senhor Ministro Celso de Mello, não realizaremos a referida sabatina antes do dia 13. E, como presidente da CCJ, a escolha do relator somente ocorrerá, após recebimento oficial da mensagem", afirmou Simone Tebet em nota.

A tramitação da indicação depende de um ato da Mesa Diretora da Casa. Na prática, caberá ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), dar o pontapé inicial para a apreciação. Conforme o Estadão/Broadcast Político antecipou ontem, o amapaense se colocou como o principal articulador para a aprovação do nome.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Vamos aguardar o despacho da Mesa Diretora e, em função da pandemia, a data dependerá de acordo com os líderes partidários, por se tratar de votação secreta e presencial", afirmou a presidente da CCJ em nota.

Bolsonaro confirmou nessa quinta a escolha de Kassio Marques para a vaga de Celso de Mello. Numa transmissão ao vivo nas redes sociais, Bolsonaro destacou a "amizade" com o desembargador, com quem, segundo disse, já tomou "muita tubaína". Ao rebater críticas sobre a indicação, o presidente afirmou que aliados já defenderam que o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro fosse para a Corte. "Vocês acham que ele (Moro) seria um ministro leal às nossas causas? A questão de amizade é importante", disse o presidente.

A escolha de Marques agradou a uma ala do Supremo e a políticos do Centrão, que querem enfraquecer a Lava Jato, mas foi alvo de críticas por militantes bolsonaristas. Mensagens que circularam pelo WhatsApp e em plataformas como Twitter e Facebook lembravam que o desembargador foi indicado para o Tribunal Regional Federal da 1ª. Região (TRF-1), em 2011, pela então presidente Dilma Rousseff (PT). Citavam, ainda, sua ligação com o governador do Piauí, Wellington Dias, também do PT.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Com tantos anos de PT, todo mundo teve alguma relação com eles. Não é por causa disso que o cara é comunista, socialista", rebateu Bolsonaro. "Conheço ele já algum tempo. Ele já tomou muita tubaína comigo", completou.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Política

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV