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Em discurso, Haddad diz que é possível ter derrota eleitoral, mas não política

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, iniciou o discurso no anúncio da pré-candidatura dele ao governo de São Paulo fazendo uma reflexão sobre as derrotas eleitorais. Segundo Haddad, que foi convencido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a enfrentar o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em outubro, o importante é não haver um revés político.

"Você pode ter uma derrota eleitoral em qualquer eleição, todos nós aqui já passamos por eleições e já ganhamos e perdemos, mas uma derrota política você nunca precisa ter. A maneira correta de fazer uma eleição é ir para o embate para ganhar a eleição mas lembrando que, mais importante de qualquer coisa, é saber do lado de quem você vai estar, com quem você vai lutar, com quem você vai brigar e qual o plano que você vai apresentar", disse Haddad.

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O ministro previu ainda que a disputa pelo governo de São Paulo será árdua, mas avaliou que não será um "sacrifício" disputar o Palácio dos Bandeirantes: "Vamos ter um debate duro pela frente, mas que pode resultar neste despertar tão importante para o povo paulista".

O ministro também pontuou a situação da crise no Oriente Médio, deflagrada após a ação coordenada por Israel e Estados Unidos que culminou na morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, no final de fevereiro. Segundo Haddad, a situação global ocorre pela falta de "lideranças sensatas" no mundo.

"Estamos em um ano em que a crise internacional fica cada vez mais grave por causa da falta de lideranças sensatas no mundo, falta de gente séria e capaz de fazer a humanidade sonhar com dias melhores", afirmou.

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Haddad ainda destacou o trabalho dele e de outros ministros para o que chamou de "reconstrução do País". Segundo ele, os auxiliares de Lula foram submetidos a trabalhar em tempo recorde para recompor órgãos públicos deixados pela gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

"O Brasil precisa do presidente Lula. Os trabalhadores, mulheres, a juventude precisa do presidente Lula. Nós estamos vendo o que está acontecendo em todo canto onde a extrema-direita governa, é um descalabro o que acontece. Nós estamos há três anos tentando reconstruir o País e ainda temos tarefas pela frente", declarou.

Haddad disse ainda é que preciso trabalhar muito para impedir que as "coisas planejadas" pela oposição aconteçam. No primeiro discurso como candidato, Haddad disse que São Paulo precisa "despertar" e a "inércia" do Estado prejudica estruturas importantes do poder público.

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"O Estado precisa efetivamente despertar, a inércia está contaminando as estruturas aqui da região, não só do Estado mas também na capital", declarou. Segundo Haddad, a situação de São Paulo não está pior por conta de Lula que "nunca deixou de apoiar governos de oposição".

O ministro da Fazenda afirmou também que não disputa eleições para "barganhar" e que irá disputar o Palácio dos Bandeirantes em busca da vitória. Ele disse ainda contar com o apoio de Lula e do vice-presidente e ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

Segundo Haddad, o presidente é o maior capital político da campanha dele e será apresentado como a "voz da sensatez" e que é "inestimável neste mundo".

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Ao lado de Lula, Haddad oficializou nesta quinta a candidatura dele ao governo de São Paulo. O ministro deve deixar a pasta nesta sexta-feira, 20, para focar apenas na campanha ao Palácio dos Bandeirantes.

Além de Lula e Haddad, participam do pronunciamento, realizado no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e o presidente do diretório estadual do PT, deputado federal Kiko Celeguim.

Haddad foi convencido por Lula a disputar o governo de São Paulo, após o ministro transmitir a vontade de comandar a campanha do petista à reeleição. O presidente quer ter um palanque forte em São Paulo por entender que é preciso conquistar votos no maior colégio eleitoral do País para conseguir vencer o principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

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