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Eduardo Leite se diz aberto ao diálogo para uma aliança com o PT no RS

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O candidato do PSDB ao Rio Grande do Sul, o ex-governador Eduardo Leite, após quase ficar de fora do segundo turno, afirmou que há uma possibilidade de diálogo com o PT para uma aliança no Estado. Apesar do posicionamento a nível estadual, Leite preferiu não se manifestar sobre a corrida presidencial antes de dialogar com seu grupo político.

"Temos muitas diferenças com o PT no ponto de vista de programa de governo, a forma de governar, especialmente no que diz respeito ao entendimento como é que o Estado deve agir em determinados políticas públicas, mas sempre dialogamos, nunca tratamos como inimigos a serem exterminados", declarou o ex-governador, em entrevista coletiva nesta segunda-feira (3), um dia depois da eleição de primeiro turno. "Diálogo é algo que exige duas partes, senão é monólogo. Da nossa parte, haverá disposição de conversas, espero que haja da parte deles também. O que não significa necessariamente algum tipo de acordo político ou de apoio político."

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Leite, contudo, declarou estar "menos preocupado" com os apoios políticos que, segundo ele, em outros tempos, tinham mais relevância. Para ele, diante da intensa polarização, o foco é o diálogo e a construção de capacidade de entendimento. "Podemos vencê-las eleições no segundo turno pelos nossos méritos, pela discussão do Rio Grande do Sul", disse.

Incomodado com as perguntas dos jornalistas sobre um posicionamento nacional, o tucano declarou que as eleições presidenciais são importantes e que não haverá omissão. Ele citou a candidata ao Executivo nacional Simone Tebet (MDB), que no domingo (2) cobrou um posicionamento dos partidos de sua coligação sobre o segundo turno antes de expor uma decisão individual. "Tomaremos posição, mas vamos conversar a partir de agora. Não tomarei posição individual antes de conversar com o grupo político", afirmou.

Para o segundo turno, o tucano afirmou que irá apostar na biografia política de sua equipe, trabalho e projetos. "Não preciso ser medido por essa régua estreita que se tornou a política nacional entre Lula e Bolsonaro."

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Leite irá disputar o segundo turno com Onyx Lorenzoni (PL), ex-ministro do atual governo de Jair Bolsonaro (PL). No primeiro turno, Onyx recebeu 37,5% dos votos válidos, enquanto o tucano teve 26,81%.

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