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Eduardo Bolsonaro pede retomada de sanções contra Moraes um dia após condenação no STF

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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pediu ao presidente norte-americano, Donald Trump, a retomada de sanções contra o ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF). O filho de Jair Bolsonaro foi condenado na terça-feira, 16, por coação no curso do processo da trama golpista. A corte determinou prisão de quatro anos e dois meses, em regime semiaberto, e multa de R$ 165 mil.

"Presidente Trump, por favor, retome a Magnitsky", disse Eduardo em vídeo publicado no X. Moraes já foi sancionado com base na Lei Magnitsky no ano passado, mas Trump recuou meses depois.

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Na gravação, Eduardo aparece falando em inglês, dentro de um carro, e afirma estar em Dallas, no Texas.

No texto da postagem, ele reitera o pedido. "Por favor, reimponha sanções contra esta figura autoritária. As mesmas pessoas que me perseguem hoje também desprezam tudo pelo que sua administração se posiciona: liberdade de expressão, democracia e o Estado de Direito".

Eduardo afirma desconhecer os detalhes do processo, dizendo que tudo o que sabe vem da imprensa e das redes sociais, pois não teria sido intimado nos Estados Unidos. Também afirma ser vítima de uma perseguição devido a sua relação com autoridades americanas.

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Além disso, o ex-deputado afirmou que será anistiado, assim como Jair Bolsonaro, caso seu irmão, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seja eleito.

"Vamos eleger em outubro Flávio Bolsonaro presidente do Brasil para resgatar nossa boa relação não só com os Estados Unidos, mas com as democracias ao redor do mundo", afirma.

Para justificar o pedido de sanções, Eduardo elenca uma série de ações de Moraes: o congelamento das contas do Starlink no Brasil, a detenção do assessor americano Jason Miller em aeroporto e a expedição de mandados contra cidadãos americanos que publicavam no X a partir do território dos EUA. Relembrou, ainda, a decisão da corte italiana sobre a extradição de Carla Zambelli.

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As declarações de Eduardo ocorreram no mesmo dia em que Donald Trump, durante a cúpula do G7, falou sobre a condenação.

"Ouvi dizer que prenderam alguém que está concorrendo a um cargo hoje. Acabei de me despedir dele e ouvi dizer que prenderam o Bolsonaro Jr. Ele estava indo bem nas pesquisas e o prenderam porque ele fez uma declaração no Texas. Eles o prenderam, ou querem prendê-lo", afirmou.

Trump fez confusão com os nomes dos filhos do presidente Jair Bolsonaro. Quem concorre, na verdade, é Flávio. Eduardo é quem foi condenado à prisão. Não existe um "Bolsonaro Jr".

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O presidente americano também disse que o Brasil está "perigoso politicamente". A fala provocou reação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Pra mim ele pode continuar gostando do Bolsonaro, do pai, do filho, do neto, afinal, gosto não se discute. Só não se meta nas eleições do Brasil, porque as eleições do Brasil são problema do Brasil", afirmou o petista.

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