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Durigan: Faz mais de uma década que Brasil não consegue obter resultado positivo em superávit

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O porta-voz econômico da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o atual ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a peça orçamentária de 2027 é resultado de um ajuste fiscal feito pelo atual governo. O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) do próximo ano foi apresentado na segunda-feira, 31, com previsão de superávit primário de R$ 18,6 bilhões no ano que vem, o equivalente a 0,13% do Produto Interno Bruto (PIB), considerando os gastos que são excluídos do cômputo do alvo.

"Faz mais de uma década que o País não consegue obter resultado positivo em termos de superávit", afirmou Durigan na GloboNews, em debate com outros assessores econômicos de candidatos à Presidência da República. Também participam do debate a coordenadora de economia do candidato Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, e o coordenador do plano de governo do candidato Ronaldo Caiado (União), Roberto Brant.

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Durigan repetiu que, em 2022, o governo Lula herdou um orçamento para 2023 que tinha uma previsão de R$ 63 bilhões de déficit. Ele afirmou que não estavam computados o "calote" de precatórios, o reajuste do Bolsa Família e a retirada de ICMS de governadores.

Segundo ele, o governo trabalhou nos últimos três anos e meio para reverter o legado. "Estamos apresentando uma peça orçamentária para o próximo governo, qualquer que seja ele, com superávit, deduzindo que o Congresso aprovou o que o Supremo tirou da meta de mais de R$ 18 bilhões", disse. "E isso é o resultado de um ajuste que foi feito com todas as dificuldades que a democracia nos impõe. Retomando saúde para não ter 700 mil mortos de Covid, retomando o PIB de educação para pagar o Fundeb que foi aprovado sem fonte de receita. O orçamento do próximo ano está redondinho", prosseguiu.

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