Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Política
publicidade
POLÍTICA

Disputa por 'capital do pequi' mobiliza deputados e até governador

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Uma fruta de caroço amarelo e espinhento se tornou alvo de uma disputa acirrada entre goianos e mineiros no mundo político. A apresentação de um projeto de lei tornando a cidade de Montes Claros (MG) a "Capital do Pequi" levou à reação de quem é de Goiás, que quer o título para o Estado.

"Não tem base essa história de um deputado mineiro querer transformar Montes Claros (MG) na capital do pequi. Pequi está no DNA goiano. Muito mais que símbolo de nossa culinária, faz parte de nossa cultura", escreveu o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, em sua conta do Twitter.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Em tom de brincadeira, Caiado disse ainda que acionou o deputado José Nelto (Podemos-GO) para mobilizar a bancada goiana no Congresso Nacional. "Já vamos fazer um acordo aqui: a gente deixa o'trem' e o pão de queijo pra vocês mineiros, e, em troca, ninguém mexe no nosso pequi. Combinado?", completou.

O pequi é o fruto do pequizeiro, uma árvore retorcida comum no cerrado. Esconde espinhos que podem ser perigosos e, por isso, seus caroços devem ser roídos com cuidado.

O projeto conferindo o título de "Capital do Pequi" a Montes Claros foi apresentado pelo deputado Marcelo Freitas (PSL-MG), que nasceu na cidade mineira. "Há quase 30 anos, fazemos em Montes Claros a Festa Nacional do Pequi, que é um fruto tradicional dessa região também. O objetivo não é simplesmente o título, mas buscar que a cidade possa receber aportes para fomentar o turismo e a cultura, e gerar emprego e renda", afirmou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ele disse não ter se importado com as brincadeiras do governador de Goiás e já espera a reação da bancada goiana. "Eles devem atuar na casa do povo para que o Congresso possa decidir. Temos que somar e valorizar um fruto que ano após ano serve como alimentação da população brasileira", completou.

Para o pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Ailton Pereira, que estuda o pequi há mais de 20 anos, não é possível eleger uma "Capital do Pequi", porque o fruto tem mais de dez espécies encontradas "da Costa Rica ao Paraguai" e, além do cerrado, aparece no Brasil na Amazônia, no Sul e no Nordeste. "Seria temerário, uma vez que o pequi tem uma ocorrência bastante ampla e é muito apreciado por goianos, tocantinenses, cearenses e mineiros no norte de Minas", completou.

O consumo do produto, no entanto, pode se expandir para outros Estados onde é menos tradicional a partir de uma pesquisa de Pereira. Ele trabalha no desenvolvimento de uma espécie de pequi sem espinhos, o que facilitará a apreciação do fruto em regiões onde atualmente é menos tradicional. "Conheço muita gente que consome o caldo, mas não coloca o pequi na boca porque tem medo", lembrou Pereira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Política

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV