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Deputados de oposição articulam alternativa ao PL das Fake News

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Parlamentares de oposição se articulam na Câmara para tentar aprovar um texto alternativo ao atual Projeto de Lei das Fake News, que está sob a relatoria de Orlando Silva (PCdoB-SP). Deputados bolsonaristas e integrantes da Frente Parlamentar Evangélica passaram a defender que, no lugar do texto apoiado pelo governo, seja levada a votação uma proposta elaborada por Mendonça Filho (União Brasil-PE).

O "plano B" dos oposicionistas trata da criação do Marco Legal das Plataformas Digitais. O texto dá às plataformas digitais o direito de fazer a autorregulação do setor e não impõe obrigações às big techs em caso de disseminação de informações falsas, como está previsto no projeto de Silva.

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Ministro da Educação no governo Temer, Mendonça Filho negocia há ao menos duas semanas com congressistas em busca de apoio à sua proposta. Ele argumenta que seu texto não implicará "restrição à liberdade de expressão, à liberdade de religião e de crença".

Seu discurso se ajusta à reclamação de evangélicos e bolsonaristas. Eles alegam que o PL das Fake News impõe censura, o que não está previsto no texto em tramitação. O projeto seria votado nesta terça, 2, no plenário da Casa, mas, por falta de consenso, o relator pediu para adiar a apreciação pelos deputados.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), concordou com o adiamento depois de consultar os líderes dos partidos. Na sessão da noite de anteontem, o PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, defendeu a votação do texto de Orlando Silva por acreditar que os governistas não teriam número suficiente de votos para aprová-lo.

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A votação deve ficar suspensa por ao menos duas semanas. Lira viaja hoje para o exterior e só retorna no dia 10. Diante da pressão para que o Congresso elabore uma lei para regular as plataformas digitais, bolsonaristas afirmam ser importante aprovar um texto alternativo para impedir que o Judiciário "roube" o protagonismo do tema.

"Somos favoráveis ao projeto porque a gente sabe que tem uma pressão do STF muito grande para regulamentar as redes sociais. É melhor que nós legislemos sobre isso", afirmou o líder da Oposição, deputado Carlos Jordy (PL-RJ).

Ministério Público

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Lira, no entanto, é reticente ao projeto, segundo interlocutores, por achar que o Ministério Público fica muito empoderado. O texto de Mendonça Filho atribui ao órgão a capacidade de notificar as plataformas em casos de infrações.

Estabelece também que as redes só serão responsabilizadas por conteúdos que divulgarem informações contra o estado democrático de direito se forem notificadas pelo Ministério Público e nada fizerem.

O projeto não obriga as big techs a coibir o uso de contas fictícias. A proposta apenas sugere que as plataformas devem atuar para restringir esse tipo de conta, cujo real proprietário não é identificado.

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As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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