Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Política
publicidade
POLÍTICA

De 'verdadeiro presidente' a 'líder do Brasil': o que mudou na carta golpista de Flávio

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou três versões de uma carta golpista nesta quarta-feira, 28, após fugir do Brasil para Miami. As duas primeiras foram publicadas pelo blogueiro de extrema direita Paulo Figueiredo e a última, pelo candidato derrotado à Presidência da República.

O ex-presidenciável se autodeclarou o "verdadeiro presidente eleito do Brasil" nos dois primeiros modelos do pronunciamento, embora não tenha apresentado provas de fraude eleitoral. No terceiro, recuou para a alcunha de "líder do Brasil".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

"Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil", escreveu inicialmente.

A primeira versão do manifesto também conta com um brasão escrito "Estados Unidos do Brazil", primeiro nome oficial do País -com grafia em inglês- usado no período republicano, e 15 de novembro de 1889. Tanto o emblema quanto a data remontam à Proclamação da República e ficaram em vigor até 1968, durante a Ditadura Militar.

Figueiredo trocou o brasão para a versão atual no segundo modelo, em que se lê "República Federativa do Brasil", quinze minutos depois de distribuir o texto. O próprio Flávio divulgou o modelo, até agora, final do documento, em uma publicação no X (ex-Twitter).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o líder do Brasil", corrigiu-se.

Não houve mudanças no restante do conteúdo. Flávio assume o tom golpista ao afirmar, sem provas, que houve "fraude eleitoral" no segundo turno. O discurso dele reflete o do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai dele, que já questionou a lisura das urnas em diversas ocasiões.

Numa virada histórica, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reelegeu com 51,78% dos votos válidos no último domingo, 25. Flávio, que havia largado à frente no primeiro turno, conquistou 48,22% do eleitorado. O petista teve 4,4 milhões de votos a mais que o adversário.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O senador já declarou que não reconhece resultado das urnas. A posição dele vai na contramão do próprio partido, do candidato a vice na chapa, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, e do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), um dos aliados mais próximos.

"Reconhecemos o resultado presidencial, proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas entendemos que os questionamentos levantados precisam ser devidamente esclarecidos dentro de um debate político equilibrado e democrático. Seguiremos acompanhando os fatos e buscando respostas com responsabilidade, transparência e respeito às instituições", informou o PL em nota assinada pelo presidente da sigla, Valdemar Costa Neto.

Para Flávio, houve "atuação ilegítima e ilegal do ex-advogado do Lula" ao estender em duas horas o horário de votação. A decisão inédita do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin ocorreu após pedidos das duas chapas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O presidenciável derrotado disse, novamente sem provas, que a decisão acrescentou 10 milhões de votos a Lula. No entanto, levantamento do Monitor do Debate Político no Meio Digital, da Universidade de São Paulo (USP), aponta que houve 34,7 mil votos após às 17h no segundo turno, até as 19h. O número é menor que os 40 mil registrados em 2022.

"Na noite de domingo, vi estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos. A atuação ilegítima e ilegal do ex-advogado do Lula permitiu que uma impossibilidade matemática se concretizasse e Lula acrescentasse mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno", prosseguiu Flávio, no manifesto.

O herdeiro de Bolsonaro agradeceu os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Argentina, Javier Milei. O republicano permitiu a entrada dele em Miami na manhã desta quarta-feira, 28. Já a fuga ocorreu pelo país vizinho.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Antes de mais nada, queria agradecer ao presidente Milei, pela coragem, senso de justiça e legalidade, ao Presidente Trump e ao maravilhoso povo americano por me acolher. Essa é uma terra de liberdades e irmãos que comungam dos mesmos valores das boas pessoas do meu país. O Presidente Trump é um grande defensor da liberdade de expressão."

Como mostrou o Estadão, Flávio, a esposa, a dentista Fernanda Bolsonaro, e as filhas deixaram o Brasil de carro via Foz do Iguaçu na terça-feira, 27. A família embarcou num jato particular no Aeroporto Internacional de Cataratas del Iguazu, na Argentina, e desembarcou em Miami, nesta quarta, pouco depois das 10h30, no horário de Brasília.

Flávio usou o passaporte italiano para entrar na Argentina e diplomático para os EUA. A PF já havia cancelado os documentos brasileiros -que, portanto, não poderiam ter sido usados- sete minutos depois do resultado da eleição.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O ministro do STF Alexandre de Moraes, a quem acusou de sequestrar os passaportes, atendeu. Flávio descumpriu a medida cautelar e não é considerado foragido. A ordem consta em um inquérito que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro do senador com o advogado Willer Tomaz.

A corporação encontrou registros de e-mail em que o presidenciável derrotado é citado como operador de uma conta no exterior vinculada ao jurista, o que poderia gerar um risco de fuga para uso de recursos no exterior. De acordo com a PF, Tomaz deixou o Brasil e foi para os Estados Unidos após passar a ser investigado.

Antes de fugir, o senador prometeu "pedir a anulação" do segundo turno no domingo, em entrevista a jornalistas. O discurso mudou para buscar a cassação da chapa de Lula e do vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), na segunda.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Não era minha intenção deixar minha pátria, mas eu sei exatamente onde isso vai dar. Isso é o manual clássico de qualquer golpe de Estado. A perseguição política que começou com meu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e se espalhou para milhares de outros brasileiros patriotas comuns e até mesmo cidadãos americanos, tem um único objetivo: silenciar qualquer pessoa que não concorde com o regime de exceção instaurado no Brasil, através de uma Suprema Corte aparelhada pela organização criminosa petista."

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Política

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV